Panda fala sobre responsabilidade de cantar no São João do Nordeste: “Tem que respeitar”
Em sua primeira apresentação em Serrinha, na Bahia, o artista falou sobre a responsabilidade de cantar no Nordeste
Com uma maratona de 34 shows durante o mês de junho, o cantor sertanejo Panda, nome artístico de Jonathan Scarello Anjos, conversou com exclusividade com a repórter Mônica Apor, do portal LeoDias, nos bastidores do São João de Serrinha, na Bahia, na noite de segunda-feira (22/6). Em sua primeira apresentação na cidade, o artista falou sobre a responsabilidade de cantar no Nordeste, detalhou o repertório preparado para o público baiano e ainda admitiu a estratégia que usa para aliviar o nervosismo antes de subir ao palco.
Durante a entrevista, Panda destacou o respeito que tem pelo público nordestino e pelas grandes bandas da região. Por isso, explicou que optou por um repertório diversificado para sua estreia em Serrinha.
“É a minha primeira vez aqui. Eu preciso cantar de tudo um pouco para ver onde vou atingir a galera, porque tem que ter muito respeito para entrar no Nordeste. Hoje estamos na Bahia, um lugar que tem centenas de bandas gigantescas. Uma delas é a Calcinha Preta, que passou ontem aqui. Então tem que respeitar demais, baixar a cabeça e ir para cima”, afirmou.
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O cantor adiantou que o show mistura sertanejo, sofrência, arrocha e clássicos do gênero, mas garantiu que sua principal preocupação é deixar uma marca na memória do público.
“Vou trazer o meu sertanejo, que eu faço a vida inteira, uma sofrência gostosa, um arrocha gostoso e também alguns clássicos do sertanejo com arrocha. A única coisa que eu prometo é acabar com vocês hoje na cachaça. O que importa é que amanhã todo mundo esteja de ressaca, mas lembrando do que aconteceu. As pessoas têm que lembrar do seu show”, brincou.
Questionado sobre o tradicional “esquenta” antes das apresentações, Panda não escondeu que costuma tomar uma bebida para ajudar a controlar a ansiedade. Segundo ele, o desafio de se apresentar no Nordeste aumenta ainda mais a responsabilidade.
“Eu toco no Brasil inteiro, mas o Nordeste é outro país. A gente sente frio na barriga, sente o peso da responsabilidade. Estou muito nervoso, mas não é uma coisa ruim, é porque quero entregar o máximo possível para as pessoas. Têm um frio na barriga que tem que ter. Mas o gorózinho ajuda nessas horas”, confessou.
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