“Achei que era de mentira”: mulher é esfaqueada no pescoço em festa de Halloween
Agressão ocorreu após discussão na fila do banheiro de bar em Itapecerica da Serra; faca foi apreendida pela polícia
Uma noite de celebração se transformou em pesadelo na madrugada do último domingo (1/11), durante uma festa de Halloween em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A jovem Tainá Polegato Alves foi esfaqueada no pescoço na fila do banheiro de um bar após uma breve discussão.
Devido ao contexto do evento, a vítima revelou que chegou a confundir o ataque com uma encenação de fantasia e demorou para compreender a gravidade do golpe. “Eu achei que era uma faca de mentira. Só me dei conta quando o sangue começou a espirrar”, desabafou Tainá, que segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
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O episódio ocorreu no Bar Cristal Rock, onde Tainá estava acompanhada de amigos. De acordo com os relatos e registros de câmeras de monitoramento do estabelecimento, a suspeita, identificada pela polícia como Joyce Mara Rocumback Espírito Santo, de 43 anos, aproximou-se acusando a jovem de ter cortado a fila do sanitário.
Após uma rápida troca de palavras, a mulher retirou uma faca da bolsa e atingiu diretamente o pescoço da jovem. Tainá explicou que a agressora declarou que iria esfaqueá-la segundos antes da investida, mas o aviso foi ignorado por conta da temática de terror da festa.
Vítima segue internada e passando por avaliação médica
O golpe provocou uma perfuração em um ramo da artéria carótida, estrutura vital responsável pela irrigação sanguínea do cérebro. Com dificuldades para engolir e sob acompanhamento constante devido a um sangramento interno, a vítima passa por avaliações médicas para determinar a necessidade de cirurgia.
Emocionada, a jovem cobrou rigor da Justiça e rebateu a alegação de desentendimento motivado: “Não houve uma discussão longa nem tempo para me afastar. Isso foi um ataque pessoal, não posso deixar impune. Se estou viva hoje, foi por Deus”. A faca foi localizada na bolsa de Joyce e apreendida pelos investigadores para perícia.
Durante a abordagem policial, a mulher alegou quadro de mal-estar, afirmou fazer uso de medicação controlada e precisou ser conduzida por uma equipe do Samu a uma unidade hospitalar. O caso acabou registrado inicialmente como lesão corporal leve e porte de arma branca junto ao Juizado Especial Criminal, enquadramento que contrasta com o estado de saúde grave da vítima.
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