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Calor extremo e silêncio: saiba como será a volta de astronautas que viajaram até a Lua

Viagem de volta da Lua desafia limites com calor e perda de comunicação

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        A Artemis II inicia nesta sexta-feira (9/04) o aguardado retorno à Terra, em uma operação marcada por etapas críticas e desafios extremos. A cápsula deve pousar às 21h07 (de Brasília), no Oceano Pacífico, próximo a San Diego, nos Estados Unidos, após uma jornada que recoloca humanos no caminho da Lua depois de 50 anos.

        Antes mesmo da descida, a tripulação dedica o dia à revisão de procedimentos essenciais, incluindo a trajetória de retorno e as condições meteorológicas. A preparação é fundamental para garantir que todas as etapas ocorram dentro do previsto, já que qualquer desvio pode comprometer a segurança da missão.

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        Retorno da Lua impõe riscos com calor intenso e falhas de comunicaçãoInstagram @nasa
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        A cerca de 20 minutos da entrada na atmosfera terrestre, ocorre uma das manobras mais delicadas: o descarte do módulo de serviço da Orion. A partir daí, a cápsula inicia a reentrada em altíssima velocidade, atingindo aproximadamente 38 mil km/h (cerca de 30 vezes a velocidade do som). Nesse momento, a estrutura enfrenta temperaturas que podem ultrapassar os 2.760 graus Celsius.

        Durante a travessia, a comunicação com a equipe em solo será interrompida por cerca de seis minutos, repetindo o isolamento vivido no lado oculto da Lua. Ao mesmo tempo, os astronautas devem suportar forças equivalentes a até 3,9 vezes a gravidade da Terra, pressionando seus corpos até o limite.

        Superada a fase mais crítica, a cápsula inicia a desaceleração com a abertura gradual dos paraquedas. Primeiro, os de estabilização são acionados a cerca de 6,7 quilômetros de altitude. Em seguida, três paraquedas principais entram em operação, reduzindo a velocidade até o impacto controlado no oceano, conhecido como splashdown.

        Após o pouso, equipes de resgate têm até duas horas para retirar a tripulação da cápsula. Os astronautas serão levados de helicóptero até o navio militar USS John P. Murtha, onde passam pelas primeiras avaliações médicas antes de seguirem para o Centro Espacial Johnson, no Texas, dando continuidade ao monitoramento após a missão.

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