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Caso cão Orelha: MP pede arquivamento de inquérito por falta de provas

Após 170 páginas de relatório, o MPSC concluiu que não há evidências suficientes para seguir com a denúncia contra adolescente indiciado

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          Atenção: a matéria a seguir contém relatos sensíveis sobre o caso do cão Orelha. Violência e maus-tratos animais são crimes. Caso você tome conhecimento de alguma ação neste sentido, denuncie no 190.

          O desfecho do caso que comoveu o Brasil e repercutiu internacionalmente pode terminar sem punições. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou oficialmente o arquivamento das investigações sobre a morte do cão Orelha, animal comunitário muito querido que vivia na Praia Brava, em Florianópolis.

          O crime ocorreu no início do ano, em 4 de janeiro de 2026, mas, segundo o órgão, as evidências colhidas não são suficientes para levar a denúncia adiante. De acordo com informações do G1, o pedido foi formalizado na última sexta-feira (8/5) por meio de um extenso relatório de 170 páginas.

          Veja as fotos

          Crédito: Reprodução Instagram @julinhocasares
          Cão Orelha foi vítima de maus-tratos e morreu no início de janeiro de 2026Crédito: Reprodução Instagram @julinhocasares
          Crédito: Reprodução Instagram @governosc
          Cão Orelha foi vítima de maus-tratos e morreu no início de janeiro de 2026Crédito: Reprodução Instagram @governosc
          Créditos: Reprodução @mmalupires e @myhoodbr
          Casinha onde o cão Orelha vivia recebeu homenagensCréditos: Reprodução @mmalupires e @myhoodbr

          Inclusive, o documento já está nas mãos da juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância, a quem caberá a decisão final sobre o encerramento do processo. A apuração do crime foi marcada por reviravoltas e controvérsias desde o início. Em abril, o MPSC já havia apontado lacunas no inquérito da Polícia Civil e solicitado novas diligências.

          No primeiro momento, os investigadores trabalharam com a tese de espancamento e chegaram a indiciar um adolescente pela suposta agressão. Porém, o aprofundamento do caso pelo MP não teria rendido provas materiais concretas que sustentassem a acusação.

          Um dos pontos cruciais para o pedido de arquivamento foi a completa ausência de registros visuais: a polícia confirmou que não existem imagens de câmeras de segurança ou vídeos de testemunhas que mostrem os ataques sofridos pelo cachorro. Além disso, a perícia não ajudou a solucionar o mistério.

          O corpo do cão Orelha chegou a ser exumado, mas a Polícia Científica emitiu um laudo inconclusivo, não conseguindo determinar a causa exata da morte. O exame descartou fraturas ósseas, ressaltando apenas que esse detalhe não eliminava a possibilidade de um traumatismo cranioencefálico ou lesões em outras partes do corpo.

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