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Caso Maria Corsato: defesa diz que irmã sabia do dinheiro e virou investigada

Advogado afirmou que desentendimento familiar virou caso de polícia e que a parente também responderá no boletim de ocorrência

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          O desdobramento da apreensão de quase R$ 2 milhões escondidos em um puff em Santo André, na Grande São Paulo,revelou que o caso se originou em um conflito doméstico. A equipe jurídica que representa a delegada Maria Corsato afirmou que a denúncia feita à Polícia Militar foi fruto de um desentendimento recente entre as duas e revelou que a própria declarante passou a constar no boletim de ocorrência na condição de investigada.

          A defesa contestou abertamente o depoimento prestado pela parente da policial, que alegou desconhecer o conteúdo guardado no móvel. De acordo com os advogados, a versão não condiz com a realidade, uma vez que a quantia em espécie, derivada da herança de uma tia falecida, também pertenceria a ela na partilha familiar.

          Veja as fotos

          Reprodução / Instagram: @delegada.mariacorsato
          Maria CorsatoReprodução / Instagram: @delegada.mariacorsato
          Reprodução / Instagram: @delegada.mariacorsato
          Maria CorsatoReprodução / Instagram: @delegada.mariacorsato
          Foto: Divulgação/Polícia Civil
          Dinheiro apreendido em puff da delegada Maria CorsatoFoto: Divulgação/Polícia Civil

          “A própria irmã sabia que o valor estava lá dentro do móvel. Não é crível a versão da irmã. O real é que a irmã sabia o que tinha ali, até porque seria responsabilidade da própria delegada não falar para a irmã o que tinha. Ou até porque a irmã poderia resolver pensar que o pufe estava velho e jogar fora”, argumentou a defesa.

          O advogado reforçou que a decisão de manter o valor na residência da parente ocorreu durante o período eleitoral de 2026, quando a delegada cumpria agenda de campanha e deixava sua casa vazia. Na visão da equipe jurídica, a denúncia gerou consequências indesejadas para ambas as partes após um momento de impulso.

          “A irmã passou também a estar como investigada no BO. Resumindo aí, é uma briga familiar que deu bobagem, que todo mundo vai perder no final da história. A própria irmã sabia que o valor estava lá dentro do móvel. O problema é que abriu uma caixa de Pandora”,afirmou.

          Por fim, os representantes legais da servidora apontaram contradições na tese de que a irmã estaria apenas guardando o móvel sem saber dos riscos. “Se ela estava guardando dinheiro para a irmã que estava sendo vítima de uma busca e apreensão, ela estava cometendo um crime também, concorda? Estaria ocultando valores. Então é mais um absurdo em cima de um absurdo”, concluiu o advogado.

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