Caso Orelha: imagens inéditas revelam vandalismo em quiosque
Registros mostram invasão e furto em quiosque na madrugada de 11 de janeiro; adolescentes são investigados por danos e ligação com morte do cão Orelha
O Caso Orelha ganhou novos desdobramentos, nesta segunda (24/02), após a divulgação de imagens inéditas obtidas pelo portal LeoDias que mostram o momento de vandalismo e furto de bebidas em uma barraca de praia, em Santa Catarina. O episódio ocorreu na madrugada de 11 de janeiro deste ano, por volta das 3h32, quase uma semana depois da morte do cão Orelha, e passou a integrar o conjunto de investigações que envolvem adolescentes hospedados na região durante o período de festas de fim de ano e férias escolares.
Os registros, obtidos pela reportagem cinco dias após o inquérito policial ser devolvido ao Ministério Público de Santa Catarina, mostram ao menos quatro jovens correndo em direção ao quiosque, localizado em frente ao Condomínio Água Marinha e próximo a imóveis de veraneio onde o grupo estava hospedado entre dezembro e janeiro. Parte dos adolescentes corre pela faixa de areia enquanto outros acessam a estrutura da barraca.
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Uma testemunha filmou o momento em que um dos rapazes, usando moletom claro com capuz, aparece sobre a estrutura do quiosque. A polícia trabalha com a hipótese de que a ação tenha sido premeditada para dificultar o reconhecimento dos envolvidos. Todos os jovens foram identificados, o que motivou a abertura de uma nova investigação para apurar os danos ao patrimônio registrados na região.
O primeiro inquérito policial aponta que a invasão ao quiosque não foi um caso isolado. Testemunhas relataram outras ocorrências envolvendo o mesmo grupo, como brigas frequentes com porteiros de condomínios, furto de bebidas, uso de bombas caseiras, consumo de álcool e drogas por menores de idade. Há ainda registros fotográficos e em vídeo de episódios que teriam ocorrido no mesmo período em que foram denunciados maus-tratos ao cão caramelo e a morte do cão Orelha.
O laudo inicial da polícia, elaborado antes da exumação realizada na semana passada, indicou que o cão Orelha morreu após sofrer trauma na cabeça provocado por objeto contundente. O resultado do exame de exumação ainda não foi disponibilizado à reportagem.
Os adolescentes são investigados por dano ao patrimônio, além de possíveis responsabilidades relacionadas aos maus-tratos e à morte do animal. O inquérito segue sob sigilo de Justiça.
A reportagem tentou contato com a defesa dos menores citados, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações. A Polícia Civil de Santa Catarina informou que as investigações seguem sob sigilo. O Ministério Público Estadual de Santa Catarina também foi procurado, mas não respondeu às tentativas de contato.
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