Defesa de loja acusada de calote nega golpe e atribui atrasos a retenções na Receita Federal
Advogado afirmou que loja enfrenta crise causada por problemas em importações, aumento de impostos e queda nas vendas após denúncias de consumidores
A defesa da loja Store de Fã afirmou que os atrasos nas entregas e nos reembolsos teriam sido provocados por problemas nas importações de CDs e discos de vinil vendidos pela empresa. Em ligação com a reportagem do portal LeoDias, o advogado João Felipe, responsável pelo caso, afirmou que a loja atua há cerca de seis anos no mercado voltado a fãs de música e construiu uma base fiel de clientes ao longo desse período.
De acordo com o advogado, as dificuldades começaram após diversas encomendas ficarem retidas na Receita Federal, especialmente a partir do fim do ano passado. “Aí que começou a dar o problema. Produto não chega, cliente reclama, os impostos foram lá em cima, caixa vai lá embaixo, impactou o fluxo. As coisas vinham pendendo em uma normalização, até que começaram muitos ataques e cancelamentos de produtos que não estavam em atraso. Então está com efeito manada grande”, explicou. O representante disse ainda que as importações eram realizadas no CPF da proprietária da loja, o que teria aumentado a fiscalização e os custos tributários das mercadorias.
Veja as fotos
Ainda segundo a defesa, a retenção das caixas e a cobrança de impostos mais altos afetaram diretamente o fluxo financeiro da empresa, provocando atrasos nas entregas e nos reembolsos. João Felipe negou que o caso se trate de golpe ou estelionato e atribuiu a situação a falhas na gestão das importações. “Foi um desconhecimento ou amadorismo nessa parte”, afirmou.
O advogado também declarou que a empresária, Bruna Luyse Biachi Charão, vem sofrendo ameaças após a repercussão do caso nas redes sociais. Segundo ele, consumidores chegaram a divulgar o endereço residencial da proprietária, o que teria provocado preocupação com a integridade física dela.
A defesa afirmou que mais de 300 reclamações passaram a ser registradas nos últimos meses e que a queda nas vendas agravou ainda mais a crise financeira da loja. De acordo com João Felipe, o faturamento praticamente zerou após denúncias públicas e problemas no perfil da empresa no Instagram.
Segundo o advogado, a proprietária estuda propostas de parcelamento para iniciar os reembolsos a partir de outubro e pretende quitar os débitos até 2027 ou 2028. Ele também contou que a empresária busca uma nova fonte de renda para auxiliar nos pagamentos aos clientes e que, inclusive, conseguiu retorno de uma vaga na qual se candidatou para começar a trabalhar.
A defesa sustenta, ainda, que a eventual liberação das encomendas retidas pela alfândega poderia resolver parte significativa dos problemas enfrentados atualmente pela empresa.
Fique por dentro!
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.
Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.




