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Deolane e Marcola são indiciados por lavagem de dinheiro e organização criminosa

De acordo com a investigação, Deolane teria recebido transferências financeiras de uma transportadora supostamente ligada à facção criminosa e participado do esquema de ocultação de patrimônio.

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          A Polícia Civil concluiu nesta sexta-feira (29/5) o relatório da Operação Vérnix e decidiu indiciar a influenciadora Deolane Bezerra, Marco Willian Herbas Camach, o Marcola, apontado como líder do PCC, além de outros cinco investigados. Todos são suspeitos de participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

          Deolane foi detida em 21 de maio em um condomínio de alto padrão localizado em Alphaville, na Grande São Paulo. De acordo com a investigação, ela teria recebido transferências financeiras de uma transportadora supostamente ligada à facção criminosa e participado do esquema de ocultação de patrimônio.

          Veja as fotos

          Reprodução: Globo
          Deolane BezerraReprodução: Globo
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          Deolane BezerraFoto: Reprodução/Instagram @deolane
          Foto: Reprodução/Instagram @deolane
          Deolane BezerraFoto: Reprodução/Instagram @deolane
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          Deolane BezerraFoto: Reprodução/Instagram @deolane
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          Deolane BezerraFoto: Reprodução/Instagram @deolane
          Crédito: Van Campos/AgNews
          Deolane Bezerra foi presa acusada de participar de um esquema de lavagem de dinheiro para uma facção criminosaCrédito: Van Campos/AgNews
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          Deolane Bezerra, influenciadora digital e advogadaCrédito: Reprodução
          Foto: Reprodução/Polícia Penal de São Paulo
          Deolane Bezerra durante audiência de custódia virtual após a prisão no âmbito da Operação VérnixFoto: Reprodução/Polícia Penal de São Paulo
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          Deolane Bezerra na audiência de custódia virtual, após ser presa no âmbito da Operação VérnixReprodução: Polícia Penal de São Paulo
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          Deolane Bezerra na audiência de custódia virtual, após ser presa no âmbito da Operação VérnixReprodução: Polícia Penal de São Paulo
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          Deolane BezerraFoto: Van Campos/AgNews
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          Deolane BezerraFoto: Van Campos/AgNews
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          Deolane Bezerra retornando ao DHPPCrédito: Reprodução SBT
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          Deolane chegando ao Palácio da Polícia, em SP, para prestar depoimentoCrédito: Reprodução CNN Brasil
          Crédito: Reprodução SBT
          Deolane chegando ao Palácio da Polícia, em SP, para prestar depoimentoCrédito: Reprodução SBT
          Reprodução: Instagram/@deolane
          Deolane Bezerra em sua última publicação antes de ser presa: "Amanhã vou ficar bem ativa aqui nessas redes"Reprodução: Instagram/@deolane

          Conforme os investigadores, os materiais recolhidos durante a operação revelaram novas evidências que “reforçam os indícios de autoria e a materialidade dos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais”.

          Agora, o documento foi enviado ao Tribunal de Justiça de São Paulo, que deverá avaliar as medidas solicitadas pela polícia. Entre os pedidos estão o bloqueio de veículos apreendidos, ampliação das restrições patrimoniais, guarda judicial de joias e relógios recolhidos durante a operação, além do compartilhamento das informações com a Polícia Federal (PF), diante de suspeitas envolvendo possíveis irregularidades tributárias.

          A corporação informou ainda que continua examinando os itens apreendidos e acredita que o conteúdo pode abrir caminho para novas fases da investigação e para a identificação de outros possíveis envolvidos.

          Confira quem foi indiciado:

          Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior: irmão de Marcola, está preso no sistema penitenciário federal e, segundo o relatório, mantinha influência direta sobre a transportadora investigada. A polícia afirma que ele determinava a divisão e o destino dos recursos por meio da filha, mesmo estando encarcerado.

          Deolane Bezerra dos Santos: é apontada como beneficiária de repasses financeiros ligados ao esquema e suspeita de atuar na lavagem de dinheiro do PCC. Os investigadores também acreditam que ela teria participado da reorganização da estrutura após a prisão de outros influenciadores investigados por ligação com a facção.

          Everton de Souza, conhecido como “Player do PCC”: teria exercido função de intermediador financeiro da organização criminosa, auxiliando no gerenciamento de bens e na movimentação de recursos destinados à cúpula do grupo, especialmente a Marcola e Alejandro.

          Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho: sobrinho de Marcola e filho de Alejandro, aparece na investigação como um dos favorecidos pelo esquema de lavagem de dinheiro. A quebra de sigilo bancário identificou movimentações de aproximadamente R$ 746 mil, parte delas oriunda de depósitos em dinheiro vivo sem identificação da origem. Conversas interceptadas indicam que ele recebia valores autorizados pelo pai.

          Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola: atualmente custodiado em penitenciária federal, é apontado como principal liderança do PCC e controlador da transportadora utilizada no suposto esquema financeiro.

          Paloma Sanches Herbas Camacho: filha de Alejandro e sobrinha de Marcola, teria atuado como intermediária na administração indireta do patrimônio do pai. Segundo a polícia, ela transmitia orientações da cúpula da facção aos operadores da transportadora, indicando contas bancárias, percentuais e valores.

          Eduardo Affonso Rodrigues: citado como responsável pela parte contábil do esquema, teria criado e administrado empresas de fachada utilizadas por Deolane e Everton.

          Relação entre Deolane e operador do PCC

          A investigação afirma que a aproximação da polícia com Deolane ocorreu a partir de Everton de Souza, conhecido pelos apelidos “Player” e “Temer”. Ele é tratado pelos investigadores como operador financeiro da alta cúpula do PCC, responsável por movimentações patrimoniais e distribuição de recursos destinados a Marcola e Alejandro.

          Segundo a corporação, a conexão entre Everton e Deolane foi determinante para sustentar a suspeita de participação da influenciadora no esquema de lavagem de dinheiro.

          Everton seria o administrador indireto da Lopes Lemos Transportadora, empresa apontada como de fachada e criada a pedido de Marcola e Alejandro. Conforme o relatório, ele recebeu R$ 28,7 mil da companhia por meio de transferências bancárias e orientava o sócio-administrador da empresa a fazer depósitos para Deolane. A investigação afirma que os pagamentos integravam o chamado “balancete” mensal da facção e não apresentavam justificativa legal.

          Durante uma operação realizada em 2021, a polícia encontrou no celular do sócio-administrador comprovantes de depósitos enviados diretamente à influenciadora. As transferências, realizadas entre agosto e outubro de 2020, somaram R$ 24,5 mil. A defesa de Deolane sustenta que os valores se referem a honorários advocatícios.

          Os investigadores também identificaram mais de R$ 1 milhão em depósitos em espécie nas contas da influenciadora entre 2018 e 2021, sem origem comprovada. Os advogados dela afirmam que o montante é resultado de sua atuação profissional como advogada.

          Além disso, Deolane aparece em registros policiais como representante legal de Everton e também como testemunha em casos nos quais ele figura como vítima. Em depoimento, Everton afirmou ainda que alugava um apartamento pertencente à influenciadora no bairro do Tatuapé, zona leste da capital paulista, pagando R$ 5 mil mensais.

          Para a polícia, depoimentos de ex-integrantes da facção e publicações nas redes sociais apontam para uma relação próxima entre os dois, incluindo a participação de Everton em eventos familiares promovidos pela advogada.

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