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Depois da morte de Pretinha, empresário paulista adota a caramelo Canela

Canela, irmã do cãozinho caramelo, também foi vítima de maus-tratos na Praia Brava; polícia investiga

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        A cachorra comunitária Canela passou a ter um novo destino após a morte de Pretinha. Depois do falecimento da cadela, ocorrido na última segunda-feira (9/02), o empresário paulista Bruno Ducatti assumiu a adoção da irmã do cão comunitário Caramelo, em um contexto marcado por investigações de maus-tratos a animais em Santa Catarina.

        Um vídeo que circulou na internet e ao qual o Portal LeoDias teve acesso mostra menores de idade, em frente a um condomínio, consumindo bebidas alcoólicas, flagrados em cenas pesadas, além de serem suspeitos de jogar, por cima de um muro, o cãozinho Caramelo. Na imagem, é possível ver o momento em que o porteiro do condomínio libera o cachorro para sair. Ele corre atrás dos meninos e, mesmo assim, os adolescentes insistem em jogar o animal para dentro do empreendimento novamente.

        Após o episódio do muro, segundo testemunhas, o cachorro sofreu uma tentativa de afogamento pelos menores na mesma noite. Todos já foram identificados e estão sendo investigados.

        Caramelo não está sozinho em cenas de violência e maus-tratos a animais em Santa Catarina. Dias após essas imagens ganharem força na internet, foi a vez da irmã dele, a caramelo Canela, surgir com uma ferida enorme em uma das pernas. A cadela precisou de tratamento especializado com urgência para não perder o membro.

        Em uma semana em que os olhares estão voltados para a investigação do caso trágico envolvendo o cão comunitário Orelha, espancado na cabeça até a morte há um mês, sua melhor amiga, Pretinha, não suportou o tratamento por complicações renais. A cadela morreu na última segunda-feira, dia 9. Os custos do tratamento de Pretinha e Canela ultrapassaram 40 mil reais.

        Quem assumiu todas as despesas foi Bruno Ducatti, que topou falar com a reportagem. O empresário paulista contou estar triste com a morte de Pretinha e explicou que, durante o tratamento do animal, já havia se disponibilizado a ficar com as duas cadelas assim que tivessem alta veterinária.

        “Eu já adotei a Canela. Mesmo a distância já resolvi todos os trâmites. Tudo aconteceu rápido, enquanto Pretinha ainda estava viva”

        A morte de Orelha, ocorrida de forma violenta no dia 4 de janeiro, provocou grande comoção nacional e marcou profundamente a história de Pretinha. A cachorrinha passou a apresentar debilidade após a perda do companheiro, fenômeno compatível com luto animal, reconhecido pela medicina veterinária, segundo relatos dos moradores locais, o que complicou ainda mais seus problemas nos rins.

        A equipe do Portal LeoDias teve acesso, com exclusividade, a informações importantes do inquérito policial que tramita em Santa Catarina e investiga uma onda de violência e maus-tratos contra animais comunitários na região. No mesmo processo, a polícia tenta identificar quem são os jovens flagrados cometendo vandalismo contra o patrimônio, quebra-quebra em uma barraca de praia, furto de bebidas, uso de álcool e entorpecentes, brigas com funcionários de portarias dos condomínios, além de maus-tratos contra os cachorros.

        Mesmo com o inquérito concluído e com pedidos e indiciamentos anunciados, ainda há pontos que podem ser alterados quando o caso entra na fase de manifestação do Ministério Público e do Judiciário. O MP devolveu o inquérito, na semana passada, à Polícia Civil para tratar “inconsistências” em detalhes específicos, como instrumentos usados, supostas cenas ou versões gráficas. Para a liberação do laudo pericial, o corpo do cão Orelha não foi exumado. O MP não descarta essa possibilidade e deve bater o martelo em breve.

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