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Descubra o motivo pelo qual partos não são realizados em Fernando de Noronha

Caso recente de nascimento raro na ilha, em Pernambuco, ampliou a discussão sobre o assunto

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          Uma mulher deu à luz na única unidade hospitalar de Fernando de Noronha, arquipélago em Pernambuco, no último domingo (26/7). O caso chamou a atenção por uma peculiaridade: a ilha não realiza partos planejados há mais de 20 anos. A região não possui uma lei que proíba expressamente uma mulher de dar à luz; na verdade, o que existe é um protocolo médico e administrativo que impede a programação de partos por falta de infraestrutura adequada.

          A antiga maternidade do Hospital São Lucas foi desativada em 2004. Desde então, a unidade funciona como um serviço de média complexidade e não dispõe de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta ou neonatal, estrutura considerada essencial diante de possíveis complicações durante o nascimento.

          Veja as fotos

          Créditos: Reprodução Cristiano Régis/Acervo | Pexels
          Hospital de Fernando de Noronha não realiza partos desde 2004Créditos: Reprodução Cristiano Régis/Acervo | Pexels
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          Carlinhos Maia em Fernando de Noronha, em PernambucoReprodução: Instagram/@carlinhos
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          Fernando de Noronha, em PernambucoReprodução: Instagram/@patriciapoeta
          Crédito: Ana Clara Marinho - Globo
          Fernando de Noronha, em PernambucoCrédito: Ana Clara Marinho - Globo

          Por esse motivo, mulheres que residem em Noronha são orientadas a deixar a ilha a partir da 28ª semana de gravidez. O Governo Estadual custeia o transporte até Recife, além de hospedagem, alimentação e a permanência de um acompanhante até o nascimento da criança. O modelo foi adotado porque a pequena população do arquipélago e a distância de aproximadamente 545 quilômetros da capital pernambucana dificultam a manutenção de uma equipe obstétrica completa e de equipamentos hospitalares especializados.

          A política, no entanto, provoca críticas entre moradores. Gestantes relatam o impacto emocional de passar as últimas semanas da gravidez longe de casa, da família e de sua rede de apoio.

          Antes do nascimento registrado no domingo, o último parto ocorrido na ilha havia sido em 2021. Na ocasião, uma turista de 33 anos chegou ao arquipélago quando já estava na 32ª semana de gestação e entrou em trabalho de parto durante a viagem. O episódio gerou insatisfação entre moradoras, que questionaram por que visitantes conseguiam permanecer na ilha em fases avançadas da gravidez enquanto residentes eram orientadas a sair semanas antes do nascimento.

          Assim, embora nascimentos em Fernando de Noronha sejam incomuns, eles podem ocorrer em situações emergenciais, quando a gravidez não foi informada ou quando o trabalho de parto está avançado demais para permitir uma transferência segura.

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