“Ele nunca foi um assassino pra mim”, conta ex-affair de Cristian Cravinhos em Tremembé
O romance entre os dois, que inspirou a produção baseada no livro de Ulisses Campbell, ocorreu dentro do sistema prisional de Tremembé
Ricardo de Freitas Nascimento, conhecido como Duda, decidiu abrir o jogo e dividir detalhes até então inéditos sobre seu envolvimento com Cristian Cravinhos, em entrevista exclusiva concedida à jornalista Patrícia Calderón, do portal LeoDias, que integra a série de reportagens especiais sobre os bastidores da Penitenciária Tremembé.
O romance entre os dois, que inspirou a produção baseada no livro de Ulisses Campbell, ocorreu dentro do sistema prisional. Os irmãos Cravinhos, condenados junto a Suzane von Richthofen pelo assassinato de Manfred e Marísia, cruzaram o caminho de Duda quando ele tinha 26 anos e cumpria pena no chamado “presídio dos famosos” por assalto à mão armada.
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Questionado sobre como era se relacionar com alguém condenado por um crime brutal, Duda foi categórico ao afirmar que não enxergava Cristian dessa forma. “Ele nunca foi um assassino pra mim, nunca veio isso na minha mente. Quando o crime aconteceu, eu tinha 12 anos, era uma criança, não tinha noção da monstruosidade e da brutalidade que ele cometeu. Tanto que só me aprofundei agora, 10 anos depois que eu fui atrás para entender sobre o crime. Da forma que ele me contava, realmente era de assustar. Quando eu conheci ele, não conheci o assassino, eu conheci o Cristian. Patrícia, quando você conversa com ele, parece que ele tem mestrado e doutorado, tão bom articulador na comunicação, ele encanta de uma forma que não dá pra enxergar ele como assassino. Dormi muitas noites com ele, tranquilamente e nunca tive medo”, relatou.
Segundo Duda, a convivência intensa — “24 horas confinados, um ao lado do outro” — fez com que a relação se aprofundasse rapidamente. Ele lembra que, naquela época, era o único homem gay assumido no presídio, e encontrou em Cristian uma espécie de porto seguro. “O Cristian sempre fez o papel de homem protetor pra mim. Ele era extremamente um Dom Juan, me envolveu de uma forma que eu não queria nem mais ter relação com outra pessoa. Nossa relação se intensificou muito, até que os presos reclamaram da gente (já que é proibido relação íntima entre os presos homens) diferente da detenção feminina (onde Suzane e Sandrão puderam viver uma relação)”, contou.
Antes disso, Duda já havia criado laços também com Daniel Cravinhos, que lhe cedeu um armário e, junto do irmão, o convidou a se mudar para um beliche próximo ao deles. Na primeira noite no novo alojamento, o clima mudou de vez. Foi ali que Cristian, segundo Duda, se aproximou e os dois tiveram sua primeira relação sexual.
A história, porém, teve um desfecho melancólico. Quando Duda progrediu para o regime aberto, o casal viveu uma despedida marcada pela emoção. Apesar das promessas de reencontro, o relacionamento não ultrapassou os muros da prisão e acabou ali.
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