Malévola Alves deixa prisão no Egito; equipe aguarda permissão para voltar ao Brasil Globo espera resultado das eleições para escolher próxima novela das nove Deputado eleito Felipe Sertanejo sofre tentativa de assalto e tem carro baleado em SP
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Entenda como vídeos “obscenos” foram o estopim para prisão de Malévola no Egito

Gravações nas ruas de Alexandria foram o estopim para a ação policial; influenciadora e amiga seguem detidas sob investigação do Ministério Público egípcio

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          A viagem da influenciadora brasileira Malévola Alves e de sua amiga Bruna Mercatelli pelo Egito tomou um rumo preocupante nas últimas horas. A divulgação de gravações consideradas inadequadas pelas leis locais serviu como o estopim para que as autoridades de Alexandria decretassem a prisão das duas brasileiras.

          A confirmação da detenção, divulgada entre terça (20/10) e quarta-feira (21/10), deu início a um complexo impasse diplomático que mobilizou a Embaixada do Brasil e acendeu o alerta na web. De acordo com o comunicado oficial emitido pelo Ministério do Interior do Egito, o problema foi a circulação de conteúdos digitais em que as jovens aparecem dançando, fazendo gestos de conotação sexual e, segundo a acusação local, importunando pedestres nas ruas.

          Veja as fotos

          Reprodução / Ministério do Interior do Egito
          Malévola e BrunaReprodução / Ministério do Interior do Egito
          Reprodução / X
          Imagem de Malévola e BrunaReprodução / X
          Reprodução / X
          Imagens de Malévola e BrunaReprodução / X
          Reprodução / X
          Viagem de Malévola pelo EgitoReprodução / X

          O órgão de segurança afirma que as influenciadoras admitiram ter produzido as imagens com o objetivo de aumentar as visualizações e o engajamento em seus perfis. O caso foi formalmente repassado ao Ministério Público egípcio para o prosseguimento das investigações.

          Antes de ter seus canais de comunicação interrompidos pela custódia policial, Malévola chegou a desabafar na internet sobre os momentos de tensão vividos durante a abordagem. A criadora de conteúdo relatou que agentes recolheram os passaportes do grupo e que ela foi submetida a questionamentos invasivos com foco em sua identidade de gênero.

          O episódio causou grande apreensão entre entidades internacionais, já que o país africano possui um histórico severo de discriminação e repressão contra a comunidade LGBTQIA+, tornando a situação de mulheres trans no local ainda mais vulnerável.

          Equipe de defesa de Malévola se pronunciou

          A equipe de defesa de Malévola, liderada pelo advogado Jonatha Carvalho Matos, informou que está em contato constante com a Embaixada do Brasil no Cairo para garantir que a integridade física e os direitos fundamentais das brasileiras sejam resguardados durante o processo.

          O jurista destacou que pode viajar a Alexandria a qualquer momento caso haja necessidade de intervenção presencial. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou que acompanha a evolução do caso e permanece pronto para prestar a assistência consular cabível.

          Até o momento, as duas turistas seguem sob custódia das autoridades egípcias, sem confirmação sobre concessão de liberdade provisória ou fixação de fiança. O desfecho do inquérito dependerá do posicionamento final da promotoria de Alexandria, que analisa as infrações cometidas enquanto a diplomacia brasileira tenta assegurar um tratamento justo e seguro para as jovens.

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