Entenda o que motivou briga de jogador do Fortaleza com homem durante Réveillon
Confusão em condomínio no Eusébio terminou com presença da PM e investigação em andamento pela Polícia Civil do Ceará; portal LeoDias procurou o clube
O lateral-direito Mancuso, do Fortaleza, se envolveu em uma confusão durante o Réveillon, na última quinta-feira (1º/1), em um condomínio residencial no município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. A Polícia Militar foi acionada e esteve no local para conter a situação e colher as primeiras informações.
Após a repercussão do caso nas redes sociais, Mancuso se pronunciou. O jogador afirmou que foi surpreendido por um homem que descreveu como “nitidamente fora de si, consciente e fisicamente”. Segundo o relato, o indivíduo chegou acompanhado de outra pessoa, arrombou uma das portas da residência e passou a ameaçar os presentes.
Em nota enviada ao portal LeoDias, a defesa de Fernando Rocha, homem agredido pelo atleta, afirmou que a confusão se iniciou após “perturbação de sossego” e que teria sido recebido com “hostilidade” ao descer de sua casa para falar com o vizinho. Leia a nota na íntegra na parte final do texto.
Veja as fotos
De acordo com o defensor do time nordestino, ao tentar retirar o homem do imóvel, houve confronto físico. Mancuso afirmou que está bem, assim como seus familiares e amigos, e informou que registrou um boletim de ocorrência sobre o episódio.
As pessoas responsáveis pelas gravações que circularam nas redes sociais acusam o atacante Herrera de agressão e de uma mordida que teria causado ferimentos em um dos moradores do condomínio. Mancuso, no entanto, não confirmou se Herrera estava no local no momento da confusão.
Informações divulgadas nas redes sociais apontam que a confusão teria começado após um morador ir até a residência para reclamar do som alto da comemoração, que, supostamente, estaria atrapalhando o sono de seu filho recém-nascido. Mancuso diz que ele adentrou a casa com xingamentos.
Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará
Procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) confirmou a ocorrência. Em nota, o órgão informou que a Polícia Civil do Estado do Ceará investiga um caso de lesão corporal dolosa, registrado nesta quinta-feira (1º/1), em Eusébio, área pertencente à Área Integrada de Segurança 13 (AIS 13). Segundo a SSPDS, diligências e oitivas seguem em andamento, e a investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Eusébio.
Fortaleza
A reportagem do portal LeoDias também procurou o Fortaleza para comentar o caso, mas o clube informou que, até o momento, não irá se manifestar oficialmente, limitando-se à nota divulgada pelo próprio atleta em caráter pessoal.
Posição do homem agredido
A defesa de Fernando Rocha vem a público esclarecer a verdade dos fatos ocorridos na
madrugada de 1º de janeiro, envolvendo atletas do Fortaleza Esporte Clube, e repudiar
veementemente as distorções divulgadas nas redes sociais e na mídia.
Diferente da versão fantasiosa apresentada, os fatos se deram da seguinte forma:
DO CONTEXTO FAMILIAR
O Sr. Fernando Rocha retornou à sua residência após celebrar a virada do ano em
ambiente familiar, acompanhado de seus pais, irmãos, esposa e seu filho, um bebê de
apenas um ano de idade.
DA PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO
A partir das 03h20 da manhã, a residência do meu cliente passou a ser atingida por um som
em volume ensurdecedor, vindo da casa vizinha, capaz de tremer as paredes e impedir o
descanso de todos, especialmente da criança de um ano, que chorava copiosamente.
Agindo com tolerância e bom senso, a família aguardou por duas horas, na esperança de
que o volume fosse reduzido.
DA TENTATIVA DE DIÁLOGO
Às 05h20, diante da inércia dos vizinhos e do sofrimento do filho, o Sr. Fernando tentou
contato da sacada, e, nesse momento, embora não tenha entendido a resposta dos
jogadores devido ao volume do som, transpareceu que eles estavam abertos ao diálogo e
queriam saber o que o Sr. Fernando dizia. Diante disso, dirigiu-se então à residência
vizinha. Encontrando o portão aberto, adentrou a área externa com o único e exclusivo
objetivo de reiterar o pedido de que baixassem o som para que seu filho pudesse dormir.
Não houve qualquer arrombamento, invasão forçada ou ameaça.
DA AGRESSÃO COVARDE
Ao solicitar silêncio, o Sr. Fernando foi recebido com hostilidade. Sentindo-se intimidado
pela superioridade numérica dos presentes, começou a gravar a situação com seu celular
para sua própria segurança, enquanto se retirava do local. Neste momento, de forma
covarde e brutal, teve seu aparelho derrubado pelo jogador Eros Mancuso.
DA LESÃO CORPORAL GRAVE
Já fora da residência, no asfalto do condomínio, a vítima foi arrastada e espancada. O
jogador identificado como Herrera, após segurar o Se. Fernando pelas costas com um
“mata leão”, num ato de selvageria injustificável e sem qualquer chance de defesa da
vítima, mordeu e arrancou um pedaço do nariz da vítima. Após com a vítima caída no chão
e desorientada, desferiu desferiu diversos socos contra o rosto do meu cliente.
Ressaltamos que o Sr. Fernando em nenhum momento agrediu física ou verbalmente
qualquer pessoa. Ele foi vítima de um espancamento brutal e de uma mutilação física grave
enquanto tentava garantir o bem-estar de sua família e de seu filho bebê.
Todas as medidas legais cabíveis estão sendo tomadas nas esferas cível e criminal para
que os agressores respondam por lesão corporal de natureza gravíssima e pelos danos
causados. A verdade será restabelecida perante a Justiça.
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