Esposa do homem que matou gari é indiciada; delegada sabia que marido usava arma dela
O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior confessou ter usado a arma da esposa para matar o gari Laudemir de Souza Fernandes
A delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira foi indiciada nas investigações pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes. O empresário Renê da Silva Nogueira, assassino confesso, utilizou a arma da esposa para cometer o crime. De acordo com as investigações, a agente sabia do uso indevido do armamento.
Ela passou a ser acusada por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido por “ceder” ou “emprestar” sua pistola ao marido. A informação foi divulgada pela Polícia Civil, em coletiva nesta sexta-feira (29/8). De acordo com o delegado Evandro Radaello, não é possível determinar se ela sabia do assassinato. A mulher teria apagado mensagens trocadas com o marido no dia do crime.
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“Nessa extração de aparelho celular, a esposa do investigado se tornou investigada também, a partir do momento que notamos que ela tinha ciência de que ele fazia o uso dessa arma de fogo com constância e, naquele dia, estava com aquela arma de fogo, que era de propriedade dela”, afirmou o delegado.
“Há várias mensagens apagadas no celular dele. Isso dificultou essa conclusão sobre a ciência ou não da prática criminosa”, acrescentou o delegado Matheus Marques. Segundo as investigações, Ana Paula omitiu informações. No dia do crime, em 11 de agosto, ela teria negado que o marido tivesse acesso às armas de fogo que possuía. Em depoimento, Renê afirmou só ter utilizado a arma da esposa no dia do assassinato.
O crime é passível de dois a quatro anos de detenção. Por ser servidora pública, a pena de Ana Paula pode ser aumentada em 50%, no caso de condenação. O caso é investigado pela Subcorregedoria da Polícia Civil. Atualmente, ela está afastada do cargo por 60 dias para tratamento de saúde.
O empresário Renê Nogueira foi preso acusado de atirar e matar um gari durante uma briga de trânsito no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte, em 11 de agosto. Segundo a Polícia Militar, o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, estava no horário de trabalho quando o assassino confesso sacou uma arma de fogo e acertou o profissional. Ele foi indiciado o acusado por homicídio qualificado, ameaça e porte ilegal de arma de fogo.
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