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Estados Unidos apontam que terremoto na Venezuela pode deixar 100 mil vítimas

Apesar de as autoridades confirmarem 164 mortes até o momento, um sistema geológico americano cruzou dados de infraestrutura e apontou a possibilidade de uma catástrofe histórica

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          Enquanto a Venezuela contabiliza oficialmente 164 vítimas fatais após o duplo terremoto que devastou o país nesta semana, um dado assustador tomou conta do noticiário internacional: a possibilidade de os óbitos ultrapassarem a marca de 10 mil, podendo chegar a até 100 mil.

          Diferentemente do que muitos imaginaram, o número alarmante não partiu de uma contagem de corpos do Governo venezuelano, mas sim de um complexo sistema de alerta operado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Conhecido como PAGER (Avaliação Rápida de Terremotos Globais para Resposta), o mecanismo gera projeções estatísticas automatizadas logo após grandes abalos sísmicos.

          Veja as fotos

          Foto: Reprodução/TV Globo
          Terremoto na VenezuelaFoto: Reprodução/TV Globo
          Crédito: Reprodução TV Globo
          Terremotos na VenezuelaCrédito: Reprodução TV Globo
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          Terremoto na VenezuelaFoto: Reprodução/TV Globo
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          Terremoto na VenezuelaFoto: Reprodução/TV Globo

          Para calcular a letalidade e o impacto financeiro de uma tragédia, o sistema cruza uma série de dados cruciais: a magnitude e a profundidade dos tremores (que chegaram a 7,5 na escala Richter na Venezuela), a localização exata do epicentro, a densidade populacional das cidades atingidas e o histórico de desastres na região.

          O grande peso da balança recai sobre a fragilidade da infraestrutura local. Foi com base na alta vulnerabilidade das construções venezuelanas que o USGS emitiu o alerta apontando uma probabilidade de cerca de 44% de que as fatalidades fiquem entre 10 mil e 100 mil pessoas.

          O órgão advertiu ainda para um risco altíssimo de colapso estrutural generalizado e uma crise humanitária de grande escala. Apesar do cenário sombrio desenhado pelo modelo estatístico norte-americano, o balanço oficial das autoridades da Venezuela ainda é muito menor. Até o momento, a gestão interina de Delcy Rodríguez confirmou 164 mortes e 971 feridos.

          A projeção serve como um alerta de que o pior pode estar por vir. Com mais de 500 equipes de resgate trabalhando incansavelmente na remoção das ruínas em Caracas e nas cidades próximas a El Guayabo, epicentro da tragédia, é esperado que o total de vítimas mude conforme os escombros sejam vistoriados.

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