“Estão em estado de choque”, diz advogado de instrutores presos por arremessar jovem de ponte
Maria Eduarda morreu após despencar da ponte sem estar presa à corda utilizada na prática de rope jump
A defesa dos três funcionários presos pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, declarou que os profissionais ainda não conseguem apontar o que causou a tragédia ocorrida durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo. A jovem foi arremessada da ponte sem estar conectada a corda do sistema de segurança, caindo 40 metros em queda livre.
Em entrevista exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (14/6), o advogado Rafael Gomes dos Santos afirmou que os envolvidos estão profundamente abalados e não conseguem compreender como o procedimento falhou.
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“Eles estão em estado de choque, não conseguem explicar o ocorrido, porque eles já estão há anos fazendo isso. Nunca teve nenhum evento semelhante. E essa foi a primeira vez que aconteceu”, afirmou.
O que disseram os investigados
A reportagem também teve acesso aos depoimentos prestados pelos funcionários investigados. Entre eles, Luis Felipe Feliciano Egoroff relatou que as tarefas de montagem e conferência dos equipamentos eram compartilhadas entre os integrantes da equipe. Ao ser questionado sobre quem teria sido responsável pela última verificação antes do salto de Maria Eduarda, afirmou não se recordar.
Já Maicon Fernandes Cintra declarou que participava do processo de checagem dos dispositivos de segurança, mas também disse não lembrar se realizou a inspeção final relacionada ao salto da estudante.
Caso é tratado como homicídio com dolo eventual
Maria Eduarda morreu após despencar da ponte sem estar presa à corda utilizada na prática de rope jump. Vídeos registrados por pessoas que acompanhavam a atividade mostram o instante em que a jovem é levantada pelos instrutores e lançada da estrutura sem a conexão ao equipamento de segurança.
A investigação conduzida pela Polícia Civil considera a hipótese de homicídio com dolo eventual, entendimento aplicado quando há assunção do risco de causar a morte. Dos seis profissionais envolvidos na operação do salto, três permanecem presos preventivamente — os mesmos que participaram diretamente da elevação e do lançamento da vítima.
Além das circunstâncias da queda, os investigadores também apuram o sumiço de uma câmera que estaria com Maria Eduarda no momento do acidente. Conforme consta no inquérito, o equipamento ainda não foi localizado.
O enterro da jovem ocorreu neste domingo (14/6), em Jandira, município da região metropolitana de São Paulo.
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