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Estupro coletivo em Copacabana: Justiça condena 4 homens a 15 anos de prisão

Jovem de 17 anos relatou ter sido agredida e impedida de sair do local; laudos do IML atestaram lesões e juiz rechaçou alegação de consentimento

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          Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e abuso sexual e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência, ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.

          A Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens a 15 anos de prisão, em regime fechado, pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. A decisão, proferida pelo juiz João Zacharias de Sá, manteve a prisão preventiva do grupo e estipulou o pagamento solidário de uma indenização de 40 salários mínimos por danos morais à vítima.

          O crime ocorreu em 31 de janeiro deste ano. De acordo com os autos do processo, a jovem foi ao imóvel a convite de um adolescente com quem já havia se relacionado e com quem concordou em ter relações. Por outro lado, os quatro adultos invadiram o quarto e passaram a violentá-la mediante agressões físicas, ignorando seus pedidos de parada e tentativas de fuga.

          Veja as fotos

          Reprodução TV Globo
          Acusados de estuprar adolescente de 17 anos do Rio de JaneiroReprodução TV Globo
          Foto: Reprodução
          Avó de adolescente vítima de estupro coletivo relata que suspeito tentou intimidar cercando a irmã de 12 anos da vítimaFoto: Reprodução
          Reprodução
          Momentos registrados pela câmera de segurançaReprodução

          O menor de idade envolvido na ocorrência cumpre medida socioeducativa de internação no Degase desde o mês de abril. Durante o trâmite processual, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin negaram os abusos.

          As defesas alegaram que o ato coletivo foi consensual e que a denúncia seria fruto do medo da vítima de ter um falso encontro filmado e vazado. O argumento foi totalmente rechaçado pelo magistrado, que apontou a inexistência de provas sobre a suposta gravação e destacou os laudos do Instituto Médico-Legal (IML), que atestaram as lesões físicas na jovem.

          Na sentença, o juiz reforçou que a palavra da vítima tem extrema relevância em crimes sexuais e pontuou que não existe uma reação padrão para o trauma, rebatendo a ideia de que a jovem deveria ter agido de uma forma específica. Ele também frisou que a continuidade do ato após a recusa, mediante violência ou ameaça, configura estupro, independentemente do que ocorreu momentos antes.

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