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Ex-dono da RedeTV!, Marcelo de Carvalho é condenado após fala sobre africanos

Juiz determinou o pagamento de indenização por danos morais coletivos e exigiu que o apresentador publique uma retratação em suas redes sociais por 30 dias

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          O empresário e apresentador Marcelo de Carvalho foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar uma indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos após uma publicação com teor considerado racista e xenofóbico. A decisão judicial, proferida pelo juiz Renan Zanetti, também obriga o comunicador a fixar uma retratação em sua conta no X pelo período de 30 dias, deixando claro seu repúdio a qualquer associação generalizada entre a comunidade afrodescendente e a prática de crimes.

          Segundo as informações da Folha de S. Paulo, o embate nos tribunais começou por iniciativa da Educafro Brasil, motivado por uma postagem feita em 14 de julho de 2025. Na ocasião, Marcelo utilizou a rede social para relatar que o irmão de seu filho mais velho havia sido vítima de um assalto na cidade de Barcelona, na Espanha.

          Veja as fotos

          Reprodução / RedeTV!
          Marcelo de CarvalhoReprodução / RedeTV!
          Portal LeoDias
          Marcelo de CarvalhoPortal LeoDias
          Reprodução / RedeTV!
          Marcelo de CarvalhoReprodução / RedeTV!

          Durante o desabafo, ele descreveu o autor do crime como “um sujeito de aparência africana” e afirmou que o indivíduo faria parte dos “milhões que a Europa deixou entrar”, tecendo críticas diretas a “muçulmanos africanos”. Mesmo com o texto sendo apagado após a avalanche de críticas, a Justiça entendeu que a manifestação ultrapassou os limites do relato pessoal.

          O magistrado destacou que o uso de termos genéricos associando a aparência africana aos milhões de imigrantes configurou uma relação depreciativa e ilícita, vinculando diretamente a origem étnica e racial a uma suposta propensão à criminalidade. O valor da multa aplicada sofrerá correção monetária e será repassado ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

          A defesa do empresário confirmou que não concorda com a sentença e vai recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Os advogados argumentam que não houve qualquer intenção discriminatória contra africanos ou afro-brasileiros. Segundo a equipe jurídica, a publicação consistia no exercício da liberdade de expressão para debater um problema de política pública global.

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