Flordelis está há dois anos sem acompanhamento psiquiátrico e aguarda procedimentos médicos
Ex-pastora também enfrenta dificuldades de memória e locomoção e, segundo o advogado, deverá passar por avaliações neurológica e neurocirúrgica
Flordelis está há cerca de dois anos sem acompanhamento psiquiátrico regular enquanto enfrenta uma série de problemas de saúde. A informação foi confirmada com exclusividade ao portal LeoDias pelo advogado criminalista Renato Loureiro, que acompanha a situação da ex-pastora, presa pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.
Segundo os documentos apresentados, a última consulta psiquiátrica registrada ocorreu em outubro de 2024. Desde então, Flordelis não teria conseguido manter consultas regulares com um especialista.
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Na ocasião, ela relatou crises de ansiedade acompanhadas de coração acelerado, falta de ar, choro intenso e sensação de angústia. Também contou ao médico que ouvia vozes e informou que fazia uso de medicamentos para controlar os sintomas. A defesa demonstra preocupação com a continuidade do tratamento medicamentoso sem o acompanhamento regular de um profissional especializado.
De acordo com Loureiro, Flordelis vem apresentando dificuldades de memória, dores na região lombar e problemas para caminhar ou permanecer em pé por muito tempo. As informações também foram mencionadas por Jorge Lordello ao comentar o estado de saúde da ex-pastora durante participação no programa “Sensacional”, da RedeTV!.
Apesar das limitações, ela não precisa utilizar cadeira de rodas, como havia sido especulado, mas necessita permanecer sentada após ficar algum tempo em pé.
Diante desse quadro, a ex-pastora deverá ser encaminhada para uma avaliação com um neurologista e, posteriormente, com um neurocirurgião. Segundo o advogado, existe a possibilidade de que ela precise passar por um procedimento cirúrgico.
Outro cuidado apontado é a realização de um exame Holter, que monitora os batimentos cardíacos por um período prolongado. A solicitação já havia sido feita pelo sistema de regulação, mas acabou sendo cancelada após o período de espera. Um novo pedido foi registrado posteriormente, mas o procedimento ainda não foi realizado.
Diante da dificuldade para conseguir atendimento regular, a defesa solicitou à Justiça autorização para que Flordelis possa realizar consultas psiquiátricas e psicológicas particulares por telemedicina. A proposta prevê profissionais escolhidos pela família, com os custos pagos pelos próprios familiares.
Segundo os advogados, a medida é necessária diante do uso contínuo de medicamentos e das condições de saúde apresentadas pela detenta. A solicitação também inclui a possibilidade de realização particular do exame Holter.
O caso segue em discussão judicial. De acordo com a defesa, o pedido de acompanhamento particular foi autorizado em primeira instância, mas o Ministério Público apresentou manifestação contrária.
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