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Funcionária de hospital revela como foi enganada por mulher que fingia ser criança

Hospital inteiro teria acreditado na história da adulta que usava o nome de "Melissa" e dizia ter oito anos, na época, em Goiânia

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          A prisão de Amanda Maria Souza de Oliveira continua revelando histórias surpreendentes sobre sua trajetória pelo país. Após descobrirem que a golpista fingia ser uma menina de 12 anos em Joinville (SC), caso que ganhou repercussão nacional nos últimos dias, nas redes sociais uma assistente social relatou como ela também teria sido enganada pela suspeita em Goiânia (GO). O portal LeoDias confirmou a versão da profissional, a assistente social Maria Clara. Segundo ela, Amanda se apresentava como uma criança de oito anos, utilizava o nome de “Melissa” e chegou a convencer uma equipe de saúde de que era vítima de abusos e rituais satânicos.

          De acordo com a profissional, exames chegaram a identificar agulhas no corpo da golpista, o que ajudou a reforçar a credibilidade da história. Como relatado em seu perfil no TikTok, o caso começou a levantar suspeitas durante o atendimento hospitalar, que contou com uma equipe multidisciplinar formada por assistente social, psicóloga, enfermeira da triagem e médica. Ela afirmou que, inicialmente, não havia motivos aparentes para desconfiar da versão apresentada, especialmente porque a paciente estava acompanhada por pessoas que corroboravam sua narrativa e porque órgãos como Conselho Tutelar e polícia já haviam sido acionados.

          Veja as fotos

          Reprodução: Arquivo pessoal
          Mulher que fingia ser criança aplicou o golpe em vários EstadosReprodução: Arquivo pessoal
          Reprodução: Instagram/SBT
          Golpista que fingiu ter 12 anos em Joinville (SC)Reprodução: Instagram/SBT
          Divulgação: Polícia Civil
          Mulher de 37 anos fingiu ter 12 para ser adotada em Joinville (SC)Divulgação: Polícia Civil
          Reprodução: Polícia Civil
          Mulher que fingia ser criançaReprodução: Polícia Civil
          Divulgação: MPSC
          Ministério Público de Santa CatarinaDivulgação: MPSC

          “A suspeita de ela ser criança surgiu no momento do exame de raio-x que foi feito para confirmar a informação das agulhas”, contou Maria Clara ao portal LeoDias. Segundo ela, a paciente relatava possuir agulhas espalhadas pelo corpo, algo que teria sido identificado nos exames realizados pela unidade hospitalar.

          O caso ganhou repercussão nacional nos últimos dias após a prisão de Amanda Maria. A mulher ficou conhecida por supostamente assumir identidades falsas de crianças e adolescentes em diferentes Estados brasileiros. Em Joinville (SC), ela teria vivido durante meses alegando ter 12 anos, recebendo acolhimento de moradores da cidade. Em outros episódios relatados na internet, ela teria utilizado nomes, idades e histórias semelhantes para conquistar a confiança de pessoas e instituições.

          A assistente social afirmou que a descoberta da verdadeira identidade ocorreu quando as autoridades iniciaram uma investigação para reconstruir a origem da história apresentada pela paciente. “Nós descobrimos tudo quando a polícia deu início à investigação para descobrir o início da história, de onde ela veio, quem era responsável por ela, como ela andava o país inteiro de ônibus sem documentação. Ficamos muito chocados com isso tudo”, relatou.

          De acordo com a assistente social, informações compartilhadas por profissionais de outros Estados passaram a indicar que a mesma pessoa já havia utilizado narrativas semelhantes anteriormente. Ela afirmou que vídeos e relatos enviados por autoridades e equipes de atendimento mostravam uma mulher que contava histórias praticamente idênticas, envolvendo supostos abusos, rituais satânicos e agulhas espalhadas pelo corpo.

          A profissional disse que o hospital ficou profundamente impactado ao descobrir que a paciente era, na verdade, uma adulta. Ainda segundo Maria Clara, a repercussão recente do caso fez com que antigos colegas voltassem a procurá-la. “Quando saiu a notícia que ela tinha aplicado o mesmo golpe, meu celular encheu de mensagens perguntando se era a mesma pessoa que eu tinha atendido em 2024”, contou.

          Ao relembrar o episódio, Maria Clara afirmou que Amanda criou um vínculo especial com ela durante o atendimento e a chamava constantemente de “Tia Maria”, apelido que, segundo a assistente social, é usado por amigos até hoje. No fim, a mulher foi encaminhada à delegacia acompanhada pela polícia, mas Maria Clara disse não saber quais foram os desdobramentos do caso na época.

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