Henrique, dupla de Juliano, cai de cavalo durante competição de vaquejada em Pernambuco Sumiço de Rafa Kalimann levanta rumores de separação de Nattanzinho; saiba a verdade Vitória! Mingau aparece de pé em fisioterapia três anos após tiro na cabeça SBT esclarece se Thayse Teixeira voltará ao “Programa do Ratinho” após demissão
Henrique, dupla de Juliano, cai de cavalo durante competição de vaquejada em Pernambuco Sumiço de Rafa Kalimann levanta rumores de separação de Nattanzinho; saiba a verdade Vitória! Mingau aparece de pé em fisioterapia três anos após tiro na cabeça SBT esclarece se Thayse Teixeira voltará ao “Programa do Ratinho” após demissão

Funcionário da Enel é preso após cobrar R$ 2,5 mil para religar energia na Zona Sul de SP

O episódio ocorreu em meio ao caos provocado por danos na rede após ventos intensos que atingiram a capital desde quarta-feira (10/12)

Whatsapp telegram facebook twitter

          Um colaborador de uma empresa terceirizada da Enel foi conduzido à delegacia na quinta-feira (11/12) depois de admitir que cobrou R$ 2,5 mil para restabelecer a energia elétrica de um imóvel na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. A abordagem foi feita pelo subprefeito da região, Rafael Minatogawa. As informações são do g1.

          A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que o homem foi autuado em flagrante por corrupção passiva. O episódio ocorreu em meio ao caos provocado por danos na rede após ventos intensos que atingiram a capital desde quarta-feira (10/12). Moradores e comerciantes relatam permanecer mais de 24 horas sem luz.

          Veja as fotos

          Foto: Arquivo Pessoal
          Subprefeito da Vila Mariana abordou funcionário da Enel nesta quinta-feira (11)Foto: Arquivo Pessoal
          Foto: Arquivo Pessoal
          Print mostra conversa entre funcionário da Enel passando chave PIX para moradorFoto: Arquivo Pessoal
          Foto: Arquivo Pessoal
          Um funcionário da Enel foi levado à delegacia nesta quinta-feira (11) pelo subprefeito da Vila Mariana, Rafael Minatogawa, após admitir que realizou um “bico” e cobrou R$ 2,5 mil para religar a energia de um endereço na região.Foto: Arquivo Pessoal

          Segundo Minatogawa, tudo começou após uma denúncia feita por um comerciante. O subprefeito foi ao endereço indicado, encontrou o funcionário e, diante da confirmação da cobrança indevida, deu voz de prisão.

          “Recebemos a denúncia de um comerciante, fomos apurar e o funcionário confirmou tudo, e gravamos. Eu aguardei a Civil e dei voz de prisão no ato”, afirmou o subprefeito ao g1.

          A região enfrenta apagões constantes desde o temporal, e parte dos comerciantes registra prejuízos. Entre eles está o restaurante africano Manden Baobá, cujo vídeo de apelo de uma das sócias viralizou nas redes.

          O áudio

          O g1 divulgou, com exclusividade, um áudio gravado pelo subprefeito durante a abordagem. Nele, o servidor terceirizado, identificado como Alex Rodrigues Nogueira, assume que realizou um “bico” e menciona valores e a cobrança ao comerciante. Veja trechos:

          — Subprefeito Rafael Minatogawa: “Trabalho aqui na Sena Madureira. Me falaram que tinha que acertar alguma coisa. O que é, amigo?”
          — Funcionário Alex: “Cara, eu tava trabalhando lá e não sei o que tá falado. Meu trampo era aqui e ele [comerciante] colocou que era minha obrigação fazer lá. Mas tava desligado a energia. Tava desligado e meu trampo era aqui. Peguei e falei: ‘Meu, ó’, eu passearia por tanto [valor em dinheiro]. Ele falou: ‘Não, pode fazer’. Aí eu fui lá e fiz. Aí ele me falou: ‘Ó, esse serviço aqui que era a obrigação do senhor fazer’.”
          — Subprefeito Rafael Minatogawa: “Mas quanto que tinha que pagar?”
          — Funcionário Alex: “Tinha falado pra ele ali no conector, era 2,5 [mil].”
          — Subprefeito Rafael Minatogawa: “Dois e meio pra religar o conector?”
          — Funcionário Alex: “Só que aí eu fui lá e falei: ‘Mano, deu isso aí’. Eu falei: ‘Vou buscar por um número e ia falar pra ele’. Mas ele falou essa merda pra mim aí. Eu até falei pro técnico de segurança ali, pro meu técnico. Falei: ‘Mano, eu fiz um barato ali, assim, assim, aqui, ó’. Vou deixar o cara do jeito que tava. Ele veio aqui e começou a tirar foto de nós aqui [….] Então eu vou desligar ali, cara.”

          — Subprefeito Rafael Minatogawa: “Você vai voltar a desligar lá? Mas por quê?”

          — Funcionário Alex: “Lá não era meu serviço, tem que ver o que eu tô falando. Eu tive que fazer tipo um bico lá.”

          — Subprefeito Rafael Minatogawa: “Entendi. Aí cobraram 1.500?”

          — Funcionário Alex: “Foi um bico que eu fui fazendo, não era meu serviço lá. Meu serviço era aqui, ó. A nota que eu tava era aqui, ó. Tá vendo? Minha nota era aqui”.

          Um comerciante também entregou ao subprefeito prints que mostram o funcionário enviando uma chave PIX para receber o valor referente à religação.

          Enel se manifesta

          Inicialmente, a concessionária não quis comentar a atuação do funcionário. Posteriormente, informou que o homem trabalhava para uma empresa parceira e reiterou que:

          “Alerta que os serviços de atendimento a emergências, como reparos na rede da distribuidora para restabelecimento de energia, não estão sujeitos a cobrança individual ao cliente”.

          A companhia também reforçou que qualquer pedido de pagamento para esse tipo de serviço não é permitido.

          O caso foi registrado no 16º Distrito Policial.

          Situação semelhante em Diadema

          Denúncias parecidas surgiram em Diadema. Moradores chamaram a Polícia Militar ao suspeitar que funcionários terceirizados estariam cobrando para religar a energia.

          A SSP informou que o caso está sendo registrado no 3º DP da cidade.

          Sem previsão de retorno da energia

          A Enel comunicou que ainda não há previsão para normalizar o fornecimento de energia em milhares de imóveis na capital e na região metropolitana. A empresa afirma que, em diversos pontos, será necessário reconstruir trechos inteiros da rede, incluindo substituição de postes e transformadores.

          Na tarde desta quinta, mais de 1,2 milhão de clientes continuavam no escuro.

          Segundo a concessionária, o temporal foi provocado por um “ciclone extratropical” que gerou rajadas de até 98 km/h.

          Comércio prejudicado

          Em meio à falta de luz, diversos estabelecimentos da Vila Mariana e da Vila Clementino permanecem fechados. Restaurantes, lavanderias, salões de beleza e até farmácias recorreram a geradores para tentar manter algum atendimento.

          A sócia do Manden Baobá, Laila Santos, relata perdas desde a véspera.

          No vídeo que viralizou, ela afirma:

          “Tem luz na esquina, mas para cá, não. Eu peço encarecidamente que a gente consiga compartilhar esse vídeo para que chegue às autoridades e que a gente consiga resolver isso o mais rápido possível, porque a conta de luz já chegou, mas a energia, nada. E aí, Enel?”

          Ela conta que perdeu mercadorias e uma grande reserva feita por uma ONG para confraternização.

          “Não estou conseguindo abrir o restaurante. Perdemos clientes, essa reserva grande. Abri oito chamados na Enel e nada de ver caminhão da empresa pelo bairro. Somos em quatro pessoas aqui e não conseguimos abrir”, disse ao g1.

          Fique por dentro!

          Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.

          Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.

          Whatsapp telegram facebook twitter