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Funcionário é flagrado negociando itens de show no Lolla e revolta público

Funcionário foi filmado comercializando setlist e palhetas sem autorização; caso gerou reação de fãs e questionamentos sobre controle interno em grandes festivais

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          Um vídeo registrado nos bastidores do Lollapalooza Brasil passou a circular nas redes sociais neste fim de semana, mostrando um funcionário supostamente vendendo itens que teriam sido utilizados pela banda Deftones durante sua apresentação. Entre os objetos oferecidos estavam setlists e palhetas, que, segundo relatos, não estavam autografados e não tinham autorização para comercialização.

          Nas imagens, é possível observar a reação imediata de fãs que presenciaram a situação. Parte do público demonstra indignação ao perceber a negociação, questionando a legitimidade da venda e a origem dos itens, que teriam sido retirados do backstage do evento.

          Veja as fotos

          Reprodução
          DeftonesReprodução
          Reprodução: Canal BIS e g1
          Lollapalooza BrasilReprodução: Canal BIS e g1
          Foto: Globoplay
          Show é paralisado no Lollapalooza por conta do mau tempoFoto: Globoplay

          O caso levanta questionamentos sobre o controle de materiais nos bastidores de grandes festivais e sobre o destino de objetos tradicionalmente valorizados por fãs. Setlists e palhetas, mesmo sem assinatura, costumam ser tratados como itens de memória afetiva, frequentemente distribuídos de forma espontânea por artistas ou equipes ao fim das apresentações, e não comercializados por intermediários.

          Até o momento, não houve posicionamento oficial da organização do Lollapalooza Brasil sobre o episódio nem confirmação pública sobre a identificação do funcionário envolvido.

          Mercado informal e acesso desigual

          O episódio também reabre uma discussão recorrente no universo de grandes eventos: a existência de um mercado paralelo de itens de backstage. Em muitos casos, objetos que deveriam ser descartados, guardados pela produção ou entregues diretamente a fãs acabam circulando de maneira informal, seja por meio de venda, troca ou apropriação indevida.

          Esse tipo de prática, quando não autorizada, pode configurar quebra de protocolo interno e até violação de regras contratuais entre produção, artistas e equipes técnicas. Além disso, interfere na experiência do público, criando um cenário em que o acesso a lembranças do show deixa de ser espontâneo e passa a depender de negociação.

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