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Greve em três linhas de trem de São Paulo leva prefeitura a suspender rodízio de carros

Paralisação compromete o transporte de passageiros principalmente na Zona Leste e no Alto Tietê

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          A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) provocou alterações no transporte público e no trânsito de São Paulo logo no início da manhã desta terça-feira (4/8). A paralisação, iniciada à meia-noite e prevista para continuar por tempo indeterminado, atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, responsável também pelo serviço Expresso Aeroporto.

          Para reduzir os impactos sobre a população, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de automóveis de passeio durante todo o dia. Com a decisão, veículos com placas terminadas em 3 e 4, que normalmente seriam impedidos de circular no centro expandido nos períodos das 7h às 10h e das 17h às 20h, foram liberados.

          Veja as fotos

          Reprodução: Instagram/@cptm_oficial
          Atualização da CPTM na manhã desta terça-feira (4/8) sobre a greveReprodução: Instagram/@cptm_oficial
          Reprodução: Prefeitura de São Paulo/Site oficial
          Notícia sobre a suspensão do rodízio em São Paulo foi compartilhada pela prefeitura no site oficialReprodução: Prefeitura de São Paulo/Site oficial
          Reprodução: Wikimedia Commons
          Linha 11-Coral da CPTMReprodução: Wikimedia Commons
          Reprodução: Wikimedia Commons
          Linha 12-Safira da CPTMReprodução: Wikimedia Commons
          Reprodução: Wikimedia Commons
          Linha 13-Jade da CPTMReprodução: Wikimedia Commons

          As demais restrições de trânsito continuam válidas. Caminhões seguem sujeitos ao rodízio e às regras das zonas de máxima restrição, enquanto faixas e corredores exclusivos de ônibus permanecem proibidos para automóveis particulares.

          A paralisação tem maior impacto na Zona Leste da capital e em municípios da Região Metropolitana, entre eles Guarulhos, Poá, Suzano e Mogi das Cruzes. Juntas, conforme dados da CPTM, as três linhas afetadas transportam diariamente mais de 850 mil pessoas.

          De acordo com o governo paulista, a Linha 13-Jade teve a circulação interrompida, enquanto as linhas 11-Coral e 12-Safira operaram parcialmente. As linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas por concessionárias, e a Linha 10-Turquesa continuaram com o funcionamento regular. O Metrô e o Monotrilho também não foram afetados pela greve.

          A greve foi aprovada em assembleia organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil. Os funcionários contestam a transferência das três linhas para a iniciativa privada e exigem garantias formais de manutenção dos empregos após a mudança de operação para a concessionária TriviaTrens.

          Os ramais haviam sido assumidos pela empresa privada, mas problemas registrados nos primeiros dias da transição levaram o governo estadual e a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) a devolver temporariamente a operação à CPTM.

          Entre as ocorrências está um incêndio em uma composição nas proximidades da Estação Bresser-Mooca, ocorrido no dia 23 de julho, que provocou interrupções e transtornos aos passageiros. Após isso, ficou definido que a CPTM permaneceria responsável pelas linhas durante um período de 90 dias.

          Em comunicado, o governo de São Paulo e a companhia lamentaram a decisão dos trabalhadores e afirmaram que medidas de contingência foram acionadas. A administração estadual também declarou ter apresentado propostas para preservar os postos de trabalho, como a possibilidade de transferência dos funcionários para outros órgãos públicos e a manutenção de benefícios assistenciais.

          Antes do início da greve, a CPTM procurou o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. A Justiça determinou que o sindicato mantenha 80% do efetivo nos horários de maior movimento e 60% durante os demais períodos. O descumprimento da liminar poderá resultar em multa diária de R$ 400 mil para a entidade sindical.

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