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Hostilizada, diarista que matou casal de idosos participa de reconstituição em BH

Paola Stefany Neto Cirino retornou ao apartamento onde o casal foi morto para reconstruir a dinâmica do crime; moradores acompanharam a movimentação e a hostilizaram

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        A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, participou nesta quarta-feira (8) da reconstituição da morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte. A investigada, que confessou o duplo homicídio, voltou ao apartamento onde o crime aconteceu para detalhar aos policiais como os fatos ocorreram.

        Escoltada por agentes da Polícia Penal, Paola chegou ao prédio localizado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital mineira, sob forte esquema de segurança. A movimentação atraiu moradores e curiosos, que passaram a xingá-la durante a entrada e também na saída do edifício, com gritos de protesto e pedidos de justiça.

        A reprodução simulada é considerada uma etapa fundamental da investigação. Segundo o delegado Gustavo Barletta, responsável pelo caso, o objetivo é reconstruir a dinâmica do crime e confrontar o relato da investigada com os vestígios encontrados pela perícia no apartamento, verificando se a versão apresentada é compatível com as provas reunidas até agora.

        Antes da reconstituição, a Polícia Civil retornou ao imóvel para realizar novas perícias e utilizou luminol, substância capaz de identificar vestígios de sangue, na tentativa de localizar a faca usada no crime. A investigação também busca esclarecer pontos ainda considerados obscuros, como a sequência exata dos ataques e se houve participação de terceiros.

        Paola foi presa na noite de 1º de julho e confessou o duplo homicídio. De acordo com a investigação, ela trabalhava como diarista no apartamento das vítimas e é suspeita de ter dopado o casal antes de cometer o crime e fugir levando joias, relógios, celulares e outros objetos de valor. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho das vítimas.

        Após a reconstituição, a defesa afirmou que o procedimento foi emocionalmente difícil para a investigada e que houve diversas interrupções durante a reprodução dos fatos. Segundo o advogado, a diligência também servirá para esclarecer aspectos que, na visão da defesa, não ocorreram durante o crime.

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