Médica nega omissão em UPA após grávida perder bebê e relata ameaça de morte
A profissional alega que foi ameaçada e xingada e aponta que a paciente não teve atendimento negado, e que foi encaminhada para a maternidade
A médica Barbara Macedo se manifestou após ser afastada da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Nilópolis, no Rio de Janeiro, onde uma paciente alega ter perdido o bebê após ter tido o atendimento negado pela equipe médica do local, na madrugada da última quinta-feira (11/9). O caso ganhou grande repercussão após um vídeo do momento começar a circular na internet. Em áudio, a profissional alegou que foi ameaçada pelo marido da mulher e afirmou que a mesma foi encaminhada para uma maternidade, onde foi atendida por uma médica especialista.
Barbara alega que estava atendendo uma paciente quando a família entrou gritando no hospital até que uma funcionária da UPA entrou na sala e perguntou se o procedimento em que a gestante precisava era feito no local. A médica explicou ao marido e a mulher que lá não teria como realizar e fazer o atendimento adequado, que seria necessário pelo relato da própria paciente que indicava um aborto.
Veja as fotos
“Aqui na UPA eu não tenho nenhum recurso, eu não tenho nada em relação a imagem, a procedimento, até porque você está gestante, e pelo que está me relatando pode ser que você esteja abortando […] O que eu posso fazer para você aqui é medicar para dor e te encaminhar para a unidade responsável”, contou.
Macedo apontou que neste momento, o marido começou a se alterar novamente, gritar e xingar no local, chegando até mesmo a ameaçá-la. Segundo ele, o homem chutou a porta por diversas vezes e que após um outro médico pediatra que estava no local conseguir despistá-lo, ela foi correndo para um outro canto onde aponta ter sido o momento em que ele saiu gritando e a ofendendo novamente.
“Nesse meio tempo não tinha mais psicológico nenhum, a outra médica que estava de plantão também, assumiu o caso, aí chamou o condutor da ambulância da nossa unidade e levou ela direto pra outra unidade, que no caso foi a maternidade. Aí quando chegou lá, eu tenho registro de ocorrência, eu tenho tudo, a médica obstetra, especialista, examinou ela, fez um toque nela e aí solicitou uma outra tomografia, fez um tramal pra ela, subcutâneo e mandou ela pra casa, falou que iria terminar de abortar em casa, e não tem mais o que ser feito”, relatou.
O portal LeoDias teve acesso às câmeras do circuito interno de segurança da unidade, que mostram o momento em que a gestante é encaminhada para a ambulância e levada para a Maternidade do Hospital Municipal Juscelino Kubitschek. Segundo o marido da gestante, a decisão só foi tomada após moradores do local intervirem na situação.
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