Médico revela atitude que pode ter salvado jovem atacada por tubarão no Recife
Após amputação completa na coxa, vítima de 19 anos passou por procedimento cirúrgico para conter sangramento e segue monitorada devido ao alto risco de infecção
Atenção: a matéria a seguir traz relatos e descrições sensíveis de ataque de animal marinho e pode ocasionar gatilhos sobre traumas físicos severos, acidentes graves e amputação de membros. Caso você presencie uma emergência desse tipo no mar, afaste-se do perigo, procure ajuda de forma segura e acione imediatamente as autoridades de resgate. Ligue para o Corpo de Bombeiros (193) ou para o Samu (192). Se o conteúdo despertar sofrimento emocional, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio gratuito pelo número 188.
A jovem Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, vítima de um grave ataque de tubarão na Praia de Boa Viagem, na zona sul do Recife, já passou por procedimento cirúrgico e está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A cirurgia, finalizada no início da noite de segunda-feira (1º/06), teve como foco conter o sangramento e tratar a área lesionada para facilitar a cicatrização.
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A paciente deu entrada no Hospital da Restauração (HR) em uma situação crítica. De acordo com o diretor da unidade, o médico Petrus Andrade Lima, Marcela sofreu uma amputação completa da perna direita na altura da coxa e chegou ao local em estado de “choque hemorrágico profundo”.
O profissional contou ao G1 que ela precisou receber transfusão de sangue e, possivelmente, necessitará de novas bolsas durante a recuperação. Além da preocupação com a perda sanguínea, a equipe médica mantém um monitoramento rigoroso devido ao alto risco de infecção, uma complicação comum e perigosa em casos de mordedura animal.
Torniquete salvou a vida da jovem
Um detalhe crucial nos primeiros minutos após o resgate garantiu que a jovem chegasse com vida ao bloco cirúrgico. Um médico de Minas Gerais, que passeava pela praia no momento do desespero, aplicou um torniquete na perna de Marcela ainda na faixa de areia.
O diretor do HR fez questão de destacar a importância da técnica: “Em pacientes com hemorragias tão intensas onde existe o risco iminente de vida, a gente tem que parar o sangramento. No caso de membros amputados feito o dela, o torniquete salva vidas”.
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