Namorado de Isabelle Caracristi coloca apartamento à venda após morte da jovem
João Munhoz Neto foi preso nesta terça-feira (22/9)
João Munhoz Neto, de 33 anos, namorado da estudante de Direito Isabelle Caracristi, colocou à venda o apartamento onde morava com a jovem após a morte dela, em 13 de setembro. Antes de anunciar o imóvel, o bacharel em Direito chamou uma diarista para fazer a limpeza de todo o apartamento.
De acordo com informações obtidas pelo repórter Rafael Araújo, do portal LeoDias, João prestou depoimento por aproximadamente quatro horas. Durante o interrogatório, ele afirmou que havia ido a uma missa no período em que Isabelle estava no apartamento. Segundo a versão apresentada pelo investigado, a jovem preferiu permanecer em casa porque estava sentindo dores.
Veja as fotos
De acordo com a fonte ouvida pelo portal LeoDias, imagens de câmeras de monitoramento confirmaram que João não estava no imóvel naquele momento e registraram o deslocamento dele até a missa. As gravações também foram utilizadas pela polícia para reconstruir a cronologia dos passos do investigado e o retorno dele ao condomínio, depois que funcionários do edifício comunicaram o que havia acontecido.
Ainda segundo informações obtidas pela reportagem, João reforçou durante o depoimento, diversas vezes, que não estava no apartamento. A polícia utilizou as imagens de monitoramento para analisar o álibi apresentado por ele e estabelecer a sequência dos acontecimentos.
Além da prisão e do depoimento, outro elemento que chamou a atenção da investigação foi a movimentação em relação ao apartamento. Segundo informações exclusivas obtidas pelo portal LeoDias, João contratou uma diarista para realizar a limpeza do imóvel e, na sequência, colocou o apartamento à venda.
A expectativa é de que João seja levado para a 2ª Delegacia de Polícia de Fortaleza. A unidade registra intensa movimentação nesta terça-feira diante da chegada do investigado, que foi preso preventivamente.
Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com João, no bairro Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a mãe da estudante publicar um vídeo cobrando explicações e justiça pela morte da filha.
João foi preso nesta terça-feira (22/9), durante a investigação com base nos artigos 147 e 122 do Código Penal. O artigo 147 trata do crime de ameaça. Já o artigo 122 aborda condutas relacionadas à indução ou instigação ao suicídio ou à automutilação.
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou, em nota, que os “procedimentos de competência do Poder Judiciário relacionados à investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi tramitam em segredo de Justiça”.
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