Novos áudios de Isabelle Caracristi revelam alerta antes da morte: “Ele é um louco”
Mensagens enviadas pouco antes da queda mostram a estudante falando sobre João Munhoz Neto
Novos áudios atribuídos a Isabelle Caracristi, de 22 anos, revelam detalhes das conversas mantidas por ela pouco antes de morrer, em Fortaleza, capital do Ceará. Nas gravações, a estudante desabafa sobre o relacionamento com João Munhoz Neto e demonstra preocupação com a postura do namorado.
Em uma das mensagens obtidas pelo Portal do Paulo Mathias, Isabelle afirma ter enviado áudios ao primo e a outros integrantes da família e classifica João como “um louco”. Ela também relata episódios de ciúmes e situações em que, segundo sua versão, ele demonstrava incômodo até mesmo diante de pessoas próximas a ela. “Eu mandei um áudio para o meu primo e para algumas pessoas da família porque simplesmente esse João é um louco. Tu é a prova viva de que eu não podia descer contigo para a farmácia que o cara era direto fazendo cara feia pra mim, pra ti e às vezes dando murro em mesa”, disse a vítima.
Veja as fotos
Outros registros divulgados pela defesa da família mostram que a estudante teria reforçado ao primo a importância de preservar as mensagens. Em um dos trechos, Isabelle pede que o áudio não seja apagado e afirma que o conteúdo poderia servir como prova caso algo acontecesse com ela. Em outra gravação, teria dito: “João Munhoz é um doente, não acredite nele”.
De acordo com as informações divulgadas sobre a troca de mensagens, parte desses áudios foi enviada cerca de uma hora antes da morte. Isabelle foi encontrada sem vida em 13 de setembro, após cair do 23º andar do condomínio onde morava, no bairro Aldeota, em Fortaleza, Ceará.
O celular da jovem, segundo a defesa da família, foi localizado próximo ao corpo e passou a ter papel importante na apuração. Conversas, mensagens e áudios enviados antes da morte estão entre os elementos analisados pelas autoridades.
João Munhoz Neto foi preso no dia 22 de setembro. Conforme informou a Polícia Civil do Ceará, ele é investigado por possíveis crimes de indução ao suicídio, violência psicológica e obstrução de prova.
O caso ganhou maior repercussão depois que a mãe da estudante, Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo nas redes sociais pedindo respostas sobre a morte da filha.
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