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Operação Narco Fluxo: MC Ryan e Poze podem enfrentar penas de até 20 anos de prisão. Entenda!

De acordo com os investigadores, Ryan e Poze teriam atuado na ocultação da origem de valores ilícitos por meio de empresas do setor musical e de entretenimento

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          Durante a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira (15/4), os MCs Ryan SP e Poze do Rodo foram detidos sob suspeita de participação em um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado a organizações criminosas. A ação também resultou na prisão dos influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei. Caso as acusações sejam confirmadas pela Justiça, as penas individuais podem chegar a até 20 anos de reclusão. As informações são do O Globo.

          As apurações envolvem crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas. De acordo com os investigadores, Ryan e Poze teriam atuado na ocultação da origem de valores ilícitos por meio de empresas do setor musical e de entretenimento, mesclando ganhos legais com receitas oriundas de apostas ilegais e rifas clandestinas. A pena prevista para lavagem de dinheiro varia de 3 a 10 anos de prisão.

          Veja as fotos

          Reprodução / Instagram
          MC Ryan e Chrys DiasReprodução / Instagram
          Foto: Portal LeoDias
          MC Ryan SP é flagrado deixando o IMLFoto: Portal LeoDias
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          MC Ryan SP é flagrado deixando o IMLFoto: Portal LeoDias
          Foto: Portal LeoDias
          MC Ryan SP flagrado deixando o IMLFoto: Portal LeoDias
          Foto/Portal LeoDias
          MC Ryan SP é flagrado deixando o IMLFoto/Portal LeoDias
          Crédito: Reprodução Instagram
          Raphael Sousa Oliveira, dono da ChoqueiCrédito: Reprodução Instagram
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          Raphael Sousa, dono da ChoqueiCrédito: Reprodução Instagram
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          Raphael Sousa Oliveira, dono da ChoqueiCrédito: Reprodução Instagram
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          MC Ryan SP em clipeReprodução: YouTube
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          MC Ryan SPReprodução: Instagram/@imcryansp
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          MC Poze do RodoCrédito: Reprodução Instagram
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          MC Poze do RodoReprodução: Instagram/@pozevidalouca
          Reprodução: Instagram/@pozevidalouca
          MC Poze do RodoReprodução: Instagram/@pozevidalouca

          No caso de associação criminosa, a legislação estabelece punições que vão de 1 a 3 anos de reclusão, podendo alcançar até 4 anos e 6 meses em situações com agravantes, como a presença de armamento. Já o crime de evasão de divisas prevê sanções que incluem multa e prisão de 2 a 6 anos. Considerando as penas máximas de cada delito, a soma pode ultrapassar 20 anos, chegando a 20 anos e 6 meses. Por outro lado, na hipótese de aplicação das penas mínimas, o total poderia ser de cerca de 6 anos.

          As suspeitas de associação criminosa e evasão de divisas decorrem da suposta atuação dos investigados em um grupo estruturado voltado à prática de crimes financeiros, incluindo o envio irregular de dinheiro para fora do país.

          Em manifestação oficial, a defesa do MC Poze do Rodo declarou que “desconhece os autos ou teor do mandado de prisão”, acrescentando que “com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”.

          Por sua vez, os advogados de MC Ryan informaram que ainda “não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos”, ressaltando, porém, que “todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável”.

          Até o momento, não houve retorno da defesa de Chrys Dias, que também atua como empresário de Ryan.

          A operação ocorre em diversos estados do país, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás, além do Distrito Federal, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. Entre os itens recolhidos estão joias, veículos de alto padrão, quantias em dinheiro e dispositivos eletrônicos.

          Segundo a Polícia Federal, esta etapa dá continuidade a investigações anteriores que já haviam identificado a movimentação de cerca de R$ 1,6 bilhão em esquemas de lavagem de dinheiro. Ao todo, mais de 200 agentes participam da ação, responsável pelo cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, autorizados pela 5ª Vara Federal de Santos.

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