Pipoca como isca: polícia aponta detalhe do abuso de menina de 4 anos no Palmeiras
Homem de 74 anos teria levado a vítima para o banheiro masculino. Clube paulista afastou o associado e já entregou imagens das câmeras de segurança à polícia
Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e abuso sexual e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência, ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.
Mais um caso revoltante de violência contra uma criança está sob investigação da Polícia Civil de São Paulo. Um associado de 74 anos do clube social do Palmeiras, localizado na zona oeste da capital, é o principal suspeito de abusar de uma menina de apenas quatro anos na tarde da última quarta (10/6).
Veja as fotos
Para cometer o crime, o idoso teria oferecido pipoca como isca para atrair a garota até o banheiro masculino das dependências do clube. O boletim de ocorrência detalha o desespero da mãe, que perdeu a filha de vista por uma fração de segundos enquanto acompanhava outras crianças.
Quando a menina reapareceu, vindo da direção dos vestiários, apresentou um comportamento esquivo, classificando o local onde esteve como um “segredo”. O suspeito não era um rosto estranho: frequentador antigo que acompanhava o neto nos esportes, ele já havia se aproximado da criança naquele mesmo dia para oferecer pipoca.
Durante o banho da filha, a mãe notou uma secreção incomum na região íntima da criança. Ao conseguir um ambiente seguro para conversar, a menina revelou o abuso, afirmando que “o vovô colocou a mão lá”. A família procurou a polícia imediatamente e a vítima foi levada para realizar exames de corpo de delito.
As câmeras de segurança do clube corroboram a denúncia, registrando o momento em que a menina entra no banheiro masculino, permanecendo no local por cerca de 15 segundos.
Ação rápida e suspensão no Palmeiras
Diante da gravidade da denúncia, o Palmeiras emitiu uma nota oficial informando que prestou suporte imediato à família, disponibilizando atendimento médico e escolta de um advogado do clube até a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Todo o material de monitoramento interno já foi cedido às autoridades para auxiliar na investigação.
A presidente do clube, Leila Pereira, agiu rapidamente e determinou a suspensão imediata do associado de 74 anos. A diretoria alviverde ressaltou que repudia qualquer forma de violência e garantiu que, caso a culpa seja comprovada ao final do inquérito, o suspeito será banido definitivamente do quadro de sócios.
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