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Polícia não localiza donos de academia em SP onde professora morreu em piscina

A polícia apura se os proprietários orientavam um manobrista sem capacitação a manusear produtos químicos na piscina onde ocorreu a intoxicação, que resultou em uma morte e deixou outras pessoas feridas

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          Os donos da academia C4 Gym, no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo, ainda não prestaram depoimento à Polícia Civil no inquérito que apura a morte da professora de natação Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. Segundo a polícia, os proprietários são apontados como responsáveis por orientar o funcionário que manipulava os produtos químicos da piscina.

          “A principal linha investigativa, que já vem sendo corroborada pelos depoimentos, é que os produtos químicos eram misturados em um balde e deixados próximos à piscina”, afirmou o delegado assistente Rodrigo Rezende, do 42º Distrito Policial, em entrevista à repórter Clara Andrade, do portal LeoDias.

          Veja as fotos

          Portal LeoDias
          Polícia não localiza donos de academia em SP onde professora morreu na piscinaPortal LeoDias
          Foto: Reprodução
          Severino Silva, manobrista responsável pela manutenção da piscina da academia C4 GymFoto: Reprodução
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          Produtos utilizados na piscina da academia C4 GymFoto: Reprodução
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          Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução
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          Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução
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          Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução
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          Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução
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          Produtos utilizados na piscina da academia C4 GymFoto: Reprodução
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          Veja o momento em que mulher sai da piscina passando mal horas antes de morrer por intoxicaçãoFoto: Reprodução
          Foto: Renata Bertoni
          Criança entrou na piscina e se afogouFoto: Renata Bertoni

          De acordo com a investigação, o funcionário encarregado da manutenção da piscina era um manobrista, sem licença ou capacitação técnica. “Ele não exercia essa função. Em tese, era motorista e responsável pelo estacionamento e, mesmo assim, foi incumbido da administração dos produtos químicos”, disse o delegado.

          Em depoimento, o funcionário afirmou que seguia ordens de um superior. “O relato inicial dele é no sentido de que havia uma pessoa acima na hierarquia do estabelecimento que indicava as formas e as quantidades que esses produtos deveriam ser ministrados”, explicou Rezende. Segundo o delegado, essa pessoa ainda não compareceu à delegacia. “Infelizmente, ela ainda não apresentou a sua versão dos fatos.”

          A polícia apura se a mistura dos produtos, em ambiente fechado e com pouca ventilação, provocou a liberação de gases tóxicos. “Muito provavelmente, a produção de gases oriundos dessa mistura foi o que causou a intoxicação dessas pessoas”, afirmou o delegado, ressaltando que os laudos periciais ainda são aguardados.

          Sobre os responsáveis pela academia, Rezende afirmou que a colaboração, até o momento, é inexistente. “Não posso afirmar que os donos estão colaborando. Havia uma expectativa de que comparecessem ontem e hoje, o que não aconteceu”, disse. Segundo ele, a polícia já avalia medidas jurídicas. “Estamos analisando eventuais providências para tentar sanar essa situação.”

          O delegado ressaltou que outras pessoas podem ser responsabilizadas. “Não só o funcionário, mas qualquer pessoa relacionada à administração da academia que tenha contribuído para a produção do resultado pode responder”, afirmou.

          O manobrista já se apresentou à polícia, acompanhado de advogada, e alegou que apenas cumpria ordens. “Ele se coloca como um funcionário que estava cumprindo determinações superiores”, disse Rezende, ponderando que a versão ainda será checada ao longo da investigação.

          A academia foi interditada preventivamente pela Prefeitura de São Paulo, que também iniciou processo de cassação da licença de funcionamento. Os exames periciais e o laudo necroscópico devem esclarecer a causa da morte da professora e o tipo de substância envolvida.

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