Polícia prende namorado de Isabelle Caracristi, encontrada morta em condomínio em Fortaleza
A Justiça decretou a prisão preventiva, e ele acabou detido nesta terça-feira
João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22, foi preso preventivamente nesta terça-feira (22/9), em Fortaleza, no Ceará, durante a investigação sobre a morte da jovem, encontrada sem vida no pátio do condomínio onde morava com ele, no bairro Aldeota, em 13 de setembro. A prisão ocorre após novos desdobramentos do caso, que também envolvem depoimentos de outras pessoas ligadas à investigação.
De acordo com informações obtidas e apuradas pelo repórter Rafael Araújo, do portal LeoDias, que está em Fortaleza acompanhando o caso. João deve ser encaminhado para a 2ª Delegacia de Polícia de Fortaleza, onde prestará depoimento ao delegado responsável pela investigação. Além dele, outras sete pessoas devem ser ouvidas ao longo da tarde desta terça-feira.
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Ainda de acordo com Rafael Araújo, João estava previsto para prestar depoimento nesta terça, mas não compareceu à 2ª Delegacia da Polícia Civil, assim como a mãe dele. O portal LeoDias apurou que o bacharel em Direito teria prestado depoimento ontem em outra unidade policial. Na sequência, a Justiça decretou a prisão preventiva, e ele acabou detido nesta terça-feira.
A reportagem também apurou uma possível relação entre a investigação e a vida pessoal de João. Segundo informações obtidas pelo portal LeoDias, ele teria iniciado o relacionamento com Isabelle quando ainda era casado com uma mulher que seria moradora do interior do Ceará. Ainda conforme o relato, Isabelle teria descoberto posteriormente que o namorado mantinha o casamento.
Segundo informações apuradas pelo g1, o pedido de prisão preventiva apresentado pela Polícia Civil tem como base os artigos 122 e 147 do Código Penal. O primeiro trata de induzir ou instigar alguém ao suicídio ou à automutilação, ou fornecer meios para que a própria vítima provoque ferimentos em si mesma. Já o segundo se refere ao crime de ameaça.
O caso aconteceu em 13 de setembro, mas ganhou maior repercussão nas redes sociais na sexta-feira (18/9), depois que a mãe de Isabelle publicou um vídeo cobrando esclarecimentos sobre a morte da filha e pedindo justiça.
Procurado, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou, em nota, que os “procedimentos de competência do Poder Judiciário relacionados à investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi tramitam em segredo de Justiça”.
A equipe do portal LeoDias permanece em Fortaleza acompanhando os depoimentos e os novos desdobramentos da investigação.
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