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Suspeito de matar ex-candidata ao Miss Bahia já havia sido preso por tortura e estupro

Como consequência das agressões, a ex-namorada de Endreo Lincoln perdeu parcialmente a visão de um dos olhos

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      Atenção: a matéria a seguir contêm informações sensíveis relacionadas a problemas de saúde mental e suicídio. Caso esteja procurando ajuda, ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188.

      Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos, preso sob suspeita de assassinar a namorada, ex-candidata ao Miss Bahia e influenciadora Ana Luiza Mateus, de 29, em um apartamento alugado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, já tinha um histórico de violência e abuso sexual contra uma ex-companheira.

      O histórico de violência de Endreo, porém, não começou agora. Em outubro do ano passado, ele já havia sido preso no Mato Grosso do Sul por manter uma ex-namorada em cárcere privado, além de submetê-la a agressões físicas e abuso sexual. A vítima sofreu ferimentos graves, incluindo traumatismo, em decorrência das agressões.

      Veja as fotos

      Divulgação/DHC | Reprodução/Redes Sociais
      Ana Luiza Mateus, de 29 anos, foi encontrada morta após cair do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca.Divulgação/DHC | Reprodução/Redes Sociais
      Foto: Ana Luiza Mateus/ Arquivo pessoal
      Ana Luiza MateusFoto: Ana Luiza Mateus/ Arquivo pessoal
      Foto: Ana Luiza Mateus/ Arquivo pessoal
      Ana Luiza MateusFoto: Ana Luiza Mateus/ Arquivo pessoal
      Foto: Ana Luiza Mateus/ Arquivo pessoal
      Ana Luiza MateusFoto: Ana Luiza Mateus/ Arquivo pessoal
      Foto: Ana Luiza Mateus/ Arquivo pessoal
      Ana Luiza MateusFoto: Ana Luiza Mateus/ Arquivo pessoal
      Divulgação/DHC
      Divulgação/DHC

      Em relato à polícia, a mulher contou que chegou a ser estrangulada com um cinto e que o agressor demonstrava comportamento possessivo motivado por ciúmes, obrigando-a a admitir antigos relacionamentos. Como consequência das agressões, ela perdeu parcialmente a visão de um dos olhos.

      “Ele dizia que ia me matar numa fazenda e, depois, me jogaria do alto de uma cachoeira. Ele passou horas falando para mim as formas como ele ia me matar. Levei muito tempo para convencê-lo a me deixar ir a uma UPA, estava muito machucada. Ele permitiu, mas ficou com todos os meus pertences, até meu cachorro. Depois, sumiu. Só voltei a saber dele agora, com a notícia da Ana”, expõe a ex-namorada.

      De acordo com a investigação, durante uma discussão, Endreo Lincoln teria empurrado a vítima, Ana Luiza Mateus, pela janela do 13º andar. Ele foi preso em flagrande e encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) poucas horas depois do crime e, ainda no mesmo dia, tirou a própria vida dentro da cela.

      Relacionamento recente e marcado por conflitos

      Segundo pessoas próximas, Ana Luiza e Endreo se conheceram há cerca de três meses, em um shopping na Barra da Tijuca. Durante o Carnaval, ele a convidou para um camarote na Sapucaí e, pouco depois, os dois iniciaram um relacionamento. O suspeito teria usado o nome do irmão e afirmado cursar Medicina — informação desmentida após a prisão, quando a Polícia Civil identificou sua verdadeira identidade.

      Testemunhas ouvidas pelo delegado Renato Martins, responsável pelo caso, relataram que o casal mantinha uma relação instável, com discussões frequentes. Na madrugada do crime, vizinhos escutaram ao menos duas brigas, motivadas, segundo apurado, pela compra de uma passagem para Teixeira de Freitas, cidade natal de Ana, no sul da Bahia. A viagem seria uma tentativa dela de se afastar do relacionamento.

      Ainda conforme a investigação, Endreo foi visto deixando o imóvel de forma agressiva, chegando a socar uma porta do condomínio. Em seguida, teria trocado mensagens com a vítima, retornado ao apartamento e iniciado uma nova discussão. O barulho levou moradores a acionarem a portaria, mas quando funcionários chegaram, Ana já estava morta.

      “Quando a gente chegou, ele estava chorando e ensanguentado ao lado da vítima. Ele foi até lá e mexeu na posição do corpo. Mexeu em diversas situações. Para nós, tudo isso foi feito para tentar despistar a perícia. Temos outros elementos e condições técnicas que demonstram que a vítima foi impulsionada para a queda”, enfatiza o delegado Renato Martins.

      Durante depoimento, o suspeito afirmou que sentia ciúmes da influenciadora e se incomodava com a exposição dela nas redes sociais, onde ela reunia mais de 40 mil seguidores e realizava parcerias com marcas e estabelecimentos.”

      “Ele relatou que tinha ciúmes da vítima. Disse que ela era muito assediada e que ele não conseguia superar isso. Essa insegurança que ele tinha fazia com que ele tentasse restringir a vítima, que a tentasse controlar. Ele não gostava, inclusive, que a vítima saísse sozinha. Isso tudo acabou levando a esta tragédia”, conclui o delegado.

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