Bruno Fagundes critica escalação de Juliano Floss em novela: “Número não garante sucesso”
Ator questionou a escolha do influenciador para “Paraíso Perdido” e defendeu a importância de formação e experiência na dramaturgia
O ator Bruno Fagundes criticou a escalação do influenciador Juliano Floss para “Paraíso Perdido”, nova produção do Globoplay prevista para 2027. A manifestação ocorreu nas redes sociais após o autor da novela, Sérgio Goldenberg, explicar que Floss foi bem avaliado durante o processo de testes e destacar o carisma do influenciador como um dos fatores considerados para a escolha.
Em uma publicação, Bruno afirmou que atores estariam perdendo oportunidades para influenciadores. O ator, no entanto, ponderou que a presença de celebridades em produções de dramaturgia não é um fenômeno novo e reconheceu que o sistema de celebridades movimenta o mercado do entretenimento. Na sequência, destacou que popularidade e carisma, segundo sua avaliação, não seriam suficientes para garantir uma atuação capaz de transmitir diferentes camadas de um texto dramático.
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“Para mim, número não garante sucesso, carisma não segura cena, não basta para trazer verdade ao texto”, escreveu Bruno, acrescentando que considera necessários “estrada e técnica” para alcançar diferentes níveis de interpretação. Apesar das críticas, o ator afirmou que um profissional sem experiência também pode apresentar um bom desempenho e disse esperar que os responsáveis pela produção tenham identificado essas características em Floss.
Juliano Floss fará sua estreia como ator em “Paraíso Perdido”, interpretando Heitor Júnior, filho de Werneck, personagem de Alexandre Nero, e de Lígia, vivida por Maeve Jinkings. A produção é escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg e será inspirada em obras de Nelson Rodrigues. O elenco também terá nomes como Eduardo Sterblitch e Alanis Guillen.
A escolha de Floss já havia provocado questionamentos no meio artístico. Em julho, o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (Sated-RJ) também havia se manifestado sobre a contratação do influenciador e defendido maior espaço para profissionais com formação na área.
Sérgio Goldenberg, por sua vez, afirmou que a escolha ocorreu após uma avaliação coletiva dos testes realizados pelos candidatos. Segundo o autor, Floss “foi muito bem desde o início” e apresentou uma química imediata com o personagem. Goldenberg também citou o diretor italiano Roberto Rossellini para argumentar que produções audiovisuais já utilizaram pessoas sem experiência profissional em atuação.
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