Alckmin rebate declaração de Trump sobre eleição brasileira: “Totalmente equivocada”
O vice-presidente reeleito afirmou que Trump não possui nenhum referencial para tal declaração
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), rebateu nesta segunda-feira (26/10) Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, sobre as eleições no Brasil terem sido fraldadas. O político ressaltou que Trump não possui nenhum referencial para tal declaração e afirmar que a fala foi “totalmente equivocada”.
“Olha, totalmente equivocada, né? Primeiro não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar. Segundo não tem nenhum referencial pra dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo pro mundo. De urna eletrônica, de segurança jurídica. Democracia é assim. Você ganha eleição, você perde a eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o caminho da negociação”, disse o vice-presidente Alckmin à Rede Vanguarda.
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O resultado do segundo turno das eleições foi confirmado na noite deste domingo (25/10) pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. Após a confirmação, o vice-presidente do Brasil destacou os próximos passos do governo brasileiro nas negociações comerciais internacionais e afirmou que o país segue batendo recordes de exportação, mesmo diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Em declaração, ele ressaltou os acordos comerciais firmados e as negociações em andamento com diferentes mercados. “Nós, encerrada a eleição, vamos continuar a negociação com os Estados Unidos pra ter um bom acordo, tamos abrindo mercado, fizemos acordo Mercosul-Singapura, Mercosul-Nafta, Mercosul-União Europeia, 27 países da Europa, cresceu mais de 30% em 5 meses as nossas exportações pra Europa. Tamos bem encaminhados Mercosul-Canadá, tanto é que mesmo com tarifação americano nós estamos batendo recorde de exportação”.
Em entrevista nesta segunda-feira, Trump criticou a prorrogação do horário limite para a votação, que passou das 17h para as 19h, conforme determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF): “Na minha opinião, foi terrível. Eu não tomei partido, mas, sinceramente, pareceu mais uma eleição fraudada… parecia tão corrupta, tão terrível”.
Apesar da insatisfação, Trump negou a possibilidade de interferir nas eleições brasileiras e elogiou o atual presidente do país: “Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha”.
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