Augusto Cury declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno, mas impõe condições
Cury terminou a primeira etapa da eleição presidencial na terceira colocação, com 3.448.569 votos, o equivalente a 2,89% dos votos válidos
O escritor e ex-presidenciável Augusto Cury (Avante) anunciou, nesta quinta-feira (8/10), que apoiará o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. O parlamentar disputa a preferência dos eleitores com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.
A decisão foi comunicada após uma conversa entre Cury e Flávio por videochamada. Durante o diálogo, o ex-candidato solicitou que o senador assumisse publicamente o compromisso com propostas apresentadas por ele ao longo da campanha eleitoral.
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“Tive com Flávio uma longa conversa, olho no olho, sem filtros e sem rodeios. Disse-lhe claramente que não participaria de seu governo e que minha independência de pensamento seria inegociável”, afirmou Cury, em comunicado divulgado por sua assessoria de imprensa.
O ex-presidenciável também ressaltou que a aliança não prevê negociações por cargos, privilégios ou benefícios individuais. Segundo ele, a decisão de apoiar Flávio está vinculada ao cumprimento das medidas apresentadas e não elimina a possibilidade de críticas ao eventual governo.
“A confiança de Augusto Cury não constitui um cheque em branco. Trata-se de um voto de confiança condicionado ao cumprimento dos princípios e compromissos aqui assumidos, à transparência, à responsabilidade fiscal, ao respeito às instituições democráticas e à prestação permanente de contas às instituições e à sociedade brasileira. O apoio será sempre acompanhado do direito de cobrar, questionar, criticar e exigir coerência entre as palavras e os atos”, diz o documento.
Cury terminou a primeira etapa da eleição presidencial na terceira colocação. O candidato do Avante conquistou 3.448.569 votos, o equivalente a 2,89% dos votos válidos.
Oito compromissos apresentados por Cury
A declaração de apoio está condicionada a oito compromissos que, segundo o ex-candidato, deverão ser assumidos publicamente por Flávio Bolsonaro. As propostas abrangem diferentes áreas da administração pública e incluem mudanças no sistema político, investimentos sociais e medidas econômicas.
Entre os pontos destacados estão o fim da reeleição presidencial, com o objetivo de incentivar a alternância de poder, e a modernização da saúde por meio da expansão da telemedicina e do acesso a recursos médicos modernos.
O documento também prevê ações de proteção às mulheres, com o uso da tecnologia no enfrentamento à violência, além de mudanças na educação, incluindo a valorização dos professores e a melhoria dos salários da categoria.
Na área econômica, Cury defende o financiamento de até dez milhões de microempresas para impulsionar o empreendedorismo e ampliar a geração de empregos. O fortalecimento do cooperativismo, o incentivo às cooperativas e a verticalização agroindustrial também integram a lista.
Para o setor agrícola, a proposta é dobrar a produção sustentável de alimentos no prazo de dez anos. O último compromisso trata da pacificação nacional, com a defesa de um governo voltado a todos os brasileiros, independentemente de posicionamentos políticos, e o combate à corrupção.
Flávio Bolsonaro reúne novos apoios para o segundo turno
A adesão de Augusto Cury amplia o grupo de aliados que manifestaram apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro desde o fim do primeiro turno.
Também nesta quinta-feira (8/10), o Podemos anunciou que estará ao lado do senador na disputa presidencial.
Na quarta-feira (7/10), Clariana Barão, que também concorreu à Presidência, pelo Democracia Cristã, declarou apoio ao candidato do PL. Na ocasião, ela afirmou que teria “compromisso irrestrito” com a candidatura de Flávio.
Outros nomes que já anunciaram apoio ao senador são o ex-presidente Michel Temer (MDB), o ex-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que também disputou o primeiro turno.
Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva voltarão às urnas em 25 de outubro, data marcada para o segundo turno. Na votação inicial, o senador obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto o petista alcançou 45,16%.
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