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Deputados da Alerj repudiam estupro coletivo contra menina de 13 anos na Baixada Fluminense

O crime chocou parlamentares de diferentes partidos, que se manifestaram publicamente, repudiaram a violência e cobraram punição rigorosa e rápida aos envolvidos no caso

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          Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e abuso sexual e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima desse tipo de violência, ou conheça alguém que passe ou já tenha passado por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.

          O caso da menina de 13 anos, vítima de um estupro coletivo em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, repercutiu na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) durante a sessão desta quarta-feira (4/2). Deputados de direita e de esquerda repudiaram o crime e cobraram a punição dos criminosos.

          A deputada estadual Índia Armelau (PL) oficiou a Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso para que acompanhe o caso junto aos órgãos competentes, visando garantir total assistência à adolescente e à sua família.

          Veja as fotos

          Foto: Arquivo/O Globo
          Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj)Foto: Arquivo/O Globo
          Foto: Octacilio Barbosa/Alerj
          Guilherme Delaroli, presidente da AlerjFoto: Octacilio Barbosa/Alerj
          Reprodução: Google Maps
          Deam de São João de MeritiReprodução: Google Maps
          Reprodução: Veja Rio
          Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj)Reprodução: Veja Rio
          Reprodução: Globo
          São João de Meriti, no Rio de JaneiroReprodução: Globo

          Na justificativa do ofício, a deputada reforça a necessidade de “apoiar a inclusão da vítima e de sua família em programas de atendimento psicológico e social disponibilizados pelo Estado do Rio de Janeiro, além de articular, se necessário, o acesso às medidas de proteção previstas em programas governamentais, inclusive aqueles de âmbito federal, voltados à proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência”.

          O líder do Partido Liberal (PL) na Alerj, Filippe Poubel, reagiu com indignação ao crime que, segundo as investigações, teria sido cometido por traficantes após a jovem frequentar um baile funk ligado a uma facção criminosa rival: “É um crime inaceitável em qualquer lugar do mundo. Faço um apelo ao secretário da Polícia Militar e ao secretário da Polícia Civil para que intensifiquem as buscas e abatam esses vagabundos, porque são monstros. Tirem-nos do convívio da sociedade”, disse.

          Já o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) criticou a atual política de segurança pública: “Uma adolescente não poder transitar nem escolher o baile que vai frequentar é absolutamente inaceitável. Que os criminosos sejam presos e que nossa política de segurança possa garantir o direito das pessoas circularem nas comunidades”, comentou.

          A apuração da denúncia de estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 13 anos segue em andamento em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Por envolver uma vítima menor de idade, o procedimento corre em sigilo e é conduzido pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do município. A ocorrência ganhou atenção após equipes da Polícia Militar serem acionadas para averiguar uma suspeita de violência sexual contra vulnerável na área conhecida como Predinhos, em Vilar dos Teles. Os agentes seguiram para o Hospital Infantil Municipal, em Agostinho Porto, onde a jovem recebia cuidados médicos. No local, os policiais foram informados de que o relato da vítima aponta a participação de sete homens na agressão. O caso foi formalizado e encaminhado à unidade especializada, responsável por centralizar a investigação.

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