Eduardo Paes (PSD) se manifestou nesta segunda-feira (5/10) sobre a decisão de Anthony Garotinho de pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reconheça sua inelegibilidade e anule os votos recebidos na eleição para o Governo do Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito acusou o ex-governador de ter articulado uma estratégia para beneficiar Douglas Ruas (PL) e impedir a realização do segundo turno.
Segundo Paes, a possibilidade de Garotinho não assumir os votos recebidos teria sido denunciada por sua campanha desde o início da disputa. O prefeito afirmou que o ex-governador seria um candidato laranja e que seu objetivo seria interferir no processo eleitoral.
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Eduardo Paes e Douglas RuasCréditos: Márcia Foletto e Fabiano Rocha - Agência O Globo
Douglas Ruas, Garotinho e Eduardo PaesCréditos: Reprodução Globo e X @eduardopaes
Eduardo Paes, prefeito do Rio de JaneiroReprodução: YouTube/Assembleia de Deus Vitória em Cristo
“A minha campanha, gente, desde o começo, denunciou que o Garotinho era um candidato laranja. A gente foi pra Justiça, disse que ele não podia ir pra urna por causa dos crimes e condenações, e que o único objetivo dele era tumultuar a eleição. Mas a Justiça deixou ele livre, inclusive pra ir nos debates”, afirmou.
Paes também classificou como uma interferência no processo eleitoral a possibilidade de os votos de Garotinho serem anulados e Douglas Ruas ser declarado vencedor, sem a realização de um segundo turno. “Hoje, um dia após a eleição, o país recebe a notícia que o próprio Garotinho decidiu se declarar inelegível ao TSE, pros votos dele serem anulados e o Douglas Ruas ser declarado vencedor. Ou seja, impedir que o segundo turno aconteça. Uma clara interferência no processo eleitoral”, declarou.
O prefeito afirmou ainda que a movimentação representaria uma tentativa de retirar dos eleitores o poder de decidir o próximo governador do estado. “Você não tá entendendo errado. Tão tentando tirar o seu poder de dizer quem vai ser ou não o governador e transferir pro Garotinho esse poder. A gente tá presenciando uma agressão sem precedentes à democracia, um jogo ensaiado, que repito, foi denunciado pela minha candidatura desde o início”, disse.
Na sequência, Paes citou o filho de Garotinho, que é filiado ao PL e foi eleito deputado federal, e voltou a acusar o grupo político de tentar retomar o controle do estado. “É uma manobra desse sistema podre que quer a todo custo tomar de volta o controle do Estado do Rio. O mesmo sistema podre que usou o esquema do CEPERJ lá atrás, que roubou meio bilhão de reais pra comprar a reeleição de Cláudio Castro e só foi ser julgado três anos depois”, afirmou.
Ao final, Paes disse esperar que o resultado das urnas seja respeitado e defendeu a realização do segundo turno. O prefeito também desafiou Douglas Ruas a participar de um debate sobre o estado e questionou uma possível negociação entre o candidato do PL e Garotinho.
“Eu quero que ele responda o que ele negociou com o Garotinho pra fazer essa manobra. Quero que ele responda como é que ele ficou milionário com a política. A gente vai desmascarar eles e fazer a maior virada da história das eleições”, declarou.
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