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Flávio Bolsonaro acusa Lula de fake news sobre Bolsa Família e promete manter auxílio

Após sua equipe econômica apresentar uma regra de transição de dois anos para beneficiários que conseguirem emprego ou abrirem negócios, senador acusa Lula de espalhar notícias falsas e promete retorno imediato ao programa em caso de perda de renda

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        Flávio Bolsonaro (PL) reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o futuro do Bolsa Família e acusou o petista de espalhar notícias falsas a respeito de seus planos para o programa social. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o senador negou que pretenda acabar com o benefício caso seja eleito presidente e apresentou uma proposta para permitir que os contemplados continuem recebendo o auxílio por até dois anos após conseguirem uma fonte de renda.

        “É óbvio que isso não vai acontecer, é mentira. Você que recebe o Bolsa Família, fique tranquilo. Seu benefício está garantido, porque eu vou cuidar de você”, declarou Flávio, ao rebater a alegação de que encerraria o programa em até dois anos.

        Veja as fotos

        Reprodução / Band
        Flávio Bolsonaro e Lula durante debate na BandReprodução / Band
        Foto: Globo/Manoella Mello
        Flávio BolsonaroFoto: Globo/Manoella Mello
        Foto: Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro
        Flávio BolsonaroFoto: Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro
        Foto: Reprodução/Flow Podcast
        Flávio BolsonaroFoto: Reprodução/Flow Podcast
        Reprodução: Instagram/Flávio Bolsonaro
        Flávio Bolsonaro e Jair BolsonaroReprodução: Instagram/Flávio Bolsonaro

        Na gravação, o senador explicou que sua proposta prevê a manutenção temporária do pagamento para beneficiários que conseguirem um emprego com carteira assinada ou abrirem a própria empresa. Segundo ele, a medida teria como objetivo incentivar a busca por autonomia financeira sem que as famílias precisem abrir mão imediatamente da assistência.

        “É para incentivar você: caso queira, quando conseguir um emprego com carteira assinada ou abrir a própria empresa, você continua recebendo o Bolsa Família por até dois anos”, afirmou.

        Flávio promete retomada imediata do benefício em caso de demissão

        O parlamentar também afirmou que, caso o beneficiário perca o emprego ou o negócio não dê certo durante esse período, o pagamento do Bolsa Família seria retomado no mesmo dia.

        “E, se acontecer alguma coisa nesse meio-tempo, você for demitido, por exemplo, ou sua empresa não der certo, no mesmo dia você estará recebendo o Bolsa Família”, disse.

        Ao comparar a proposta com o funcionamento atual do programa, Flávio criticou o que classificou como demora para voltar a receber o auxílio após a saída do cadastro. Segundo ele, a intenção seria evitar que as famílias enfrentassem dificuldades financeiras durante a transição para o mercado de trabalho.

        O senador, porém, não apresentou no vídeo detalhes sobre como a proposta seria implementada nem explicou quais mudanças legais ou administrativas seriam necessárias para viabilizá-la.

        Durante a gravação, Flávio pediu que os seguidores compartilhassem o conteúdo para rebater o que chamou de desinformação. Ele também acusou o grupo político de Lula de tentar assustar os beneficiários do programa social.

        “O medo que ele quer esconder é o medo das ruas, que estão inseguras, é o medo de olhar na cara de quem está devendo por culpa desse atual governo, que não consegue organizar suas contas”, afirmou.

        Entenda o caso

        A reação ocorreu após a coordenadora da equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, ter afirmado, nesta segunda-feira (19), durante entrevista à rádio CBN Bahia, que um eventual governo de Flávio Bolsonaro pretende adotar a regra de transição de dois anos para beneficiários que consiguirem emprego com carteira assinada ou abram o próprio negócio.

        “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada”, disse a ex-presidente da Caixa.

        A declaração provocou interpretações contraditórias em plena reta final do segundo turno: a campanha de Lula passou a apresentar a proposta como sinal de futuros cortes em programas sociais. Marques sustentou que a proposta visa ampliar a proteção para quem aumentar a renda, e não estabelecer prazo para a permanência dos demais beneficiários no programa.

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