Freixo fala sobre futuro da esquerda sem Lula e pede fim do ódio na política
Deputado destacou a importância de Lula na democracia brasileira e defendeu a participação do presidente no futuro da esquerda
Marcelo Freixo afirmou que o futuro da esquerda após Luiz Inácio Lula da Silva não deve significar o afastamento do petista da política. Em entrevista a Caio Barbieri, do “Política em Minutos”, colaboração entre PlatôBR e LeoDias TV, o deputado destacou a importância de Lula na história democrática brasileira e defendeu que ele continue participando e orientando o campo político.
Questionado sobre o que será da esquerda após Lula, Freixo classificou a pergunta como difícil e lembrou a trajetória do presidente desde a redemocratização. “Essa é uma pergunta dificílima. Porque a gente está falando do maior líder da América Latina. A primeira eleição direta para presidente da República depois da ditadura foi em 1989, em que Lula participou e foi para o segundo turno com Collor. Não há nenhuma antes de 1989, a eleição direta tinha sido em 1960”, afirmou.
Leia Também
Na sequência, Freixo ressaltou a presença de Lula na memória política do período democrático. “Então toda a memória da democracia brasileira tem a figura do Lula. Disputando, ganhando, perdendo. Ela é uma figura muito importante na democracia brasileira ao longo de todo esse processo de redemocratização pós-ditadura. Não vai ser simples para o Brasil, não só para a esquerda, não ter a figura do Lula. Eleito quatro vezes, se for eleito agora, a gente espera que seja, quatro vezes, ninguém na história do Brasil foi eleito quatro vezes. Então é muito importante a dimensão dele”, declarou.
Apesar de destacar a importância de Lula, Freixo afirmou esperar que a participação do presidente continue mesmo após o fim de um eventual novo mandato. “Agora, eu espero que o pós-Lula seja com o Lula. Ele orientando, ele participando”, disse.
O deputado também defendeu que a política não seja marcada pela perda do diálogo e do bom senso. “Porque você pode ganhar ou perder um governo. O que você não pode é perder um país, o que você não pode é perder o bom senso, o que você não pode é perder a educação, perder a capacidade de diálogo”, afirmou.
Freixo relacionou a falta de diálogo ao conflito dentro das próprias famílias e fez um apelo por mais maturidade na política. “É isso que está levando as famílias a terem ódio entre elas. Então eu insisto, em nome das famílias, em nome da relação mãe e filho, em nome da relação pai e filho, que a gente tenha mais diálogo, que a gente tenha mais sabedoria, tenha mais maturidade e não produza ódio na política.”
Fique por dentro!
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.
Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.