Indiciamento de Bolsonaro pega defesa de surpresa
Ex-presidente e seu filho têm prazo até sexta para se manifestar sobre indiciamento da PF
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (21/8) que se surpreendeu com o indiciamento da Polícia Federal (PF) contra ele e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Os dois foram oficialmente investigados na quarta-feira (20/8) pelos crimes de tentar pressionar o andamento de processos judiciais e por ações que poderiam ameaçar o Estado Democrático de Direito.
Em nota, os advogados explicaram que vão esclarecer todos os pontos apontados pela PF dentro do prazo definido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e destacaram que “jamais houve descumprimento de qualquer medida cautelar previamente imposta”. O ex-presidente tem até a noite de sexta-feira (22/8) para apresentar suas explicações.
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Na decisão, Moraes afirmou que Bolsonaro não teria respeitado restrições definidas pelo STF e que voltou a ter condutas ilegais. A PF também identificou indícios de que ele poderia ter planejado deixar o país.
Agora, o relatório da PF será enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta denúncia ao STF ou arquiva o caso. O indiciamento acontece ainda em meio a sanções dos Estados Unidos a autoridades brasileiras e à pressão do governo de Donald Trump, que chamou a investigação contra Bolsonaro de “caça às bruxas”.
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