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Ministra do TSE que proibiu púlpito vazio em debate apoiou Lula em 2022 e trabalhou no governo

Estela Aranha atuou como secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública durante a gestão do atual ministro do STF Flávio Dino, que chefiou a pasta entre 2023 e 2024

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A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, que deu a decisão que proibiu que o púlpito com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vazio ficasse no local do debate da TV Globo e que demais candidatos direcionassem perguntas ao petista, atuou no governo entre 2023 e 2025. Além disso, a ministra também declarou voto ao atual presidente no segundo turno das eleições de 2022.

Atuação no governo e voto declarado em Lula no 2º turno de 2022

Entre 2023 e 2024, Estela Aranha foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante a gestão do atual ministro do STF Flávio Dino, que comandava a pasta na época. Após a saída de Dino do governo para integrar o Supremo, Aranha foi indicada como assessora especial da presidência, atuando na assessoria internacional do órgão sob comando do ex-ministro das Relações Exteriores e atual Assessor-Chefe do presidente, Celso Amorim.

Veja as fotos

Reprodução: YouTube/@flaviobolsonaro
Flávio Bolsonaro durante live em seu canal no YouTubeReprodução: YouTube/@flaviobolsonaro
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LulaFoto: Reprodução/YouTube @flowpodcast
Foto: LeoDias
Flávio BolsonaroFoto: LeoDias
Ministra do TSE, Estela Aranha, foi autora de decisão que proibiu púlpito de Lula vazio em debate / Foto: TSE
Ministra do TSE, Estela Aranha, foi autora de decisão que proibiu púlpito de Lula vazio em debate / Foto: TSE
Foto: Reprodução
Lula em entrevistaFoto: Reprodução
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No começo de 2025, Estela Aranha foi indicada para atuar como assessora do gabinete da presidência do TSE, durante a gestão da ministra Cármen Lúcia. Em agosto de 2025, ao lado do ministro Floriano de Azevedo Marques Neto foi indicada pelo presidente Lula a integrar o TSE.

Antes de integrar diferentes pastas do governo Lula, Estela Aranha chegou a declarar voto no presidente em um vídeo divulgado nas redes sociais visando advogados: “Voto em Lula no segundo turno. Eu voto 13 porque, como advogados, nós não temos outra opção que não seja o Lula para a gente estancar o aumento do autoritarismo, para a gente defender o Estado democrático de Direito e a democracia no país”.

Caos jurídico que culminou em cancelamento do debate pela TV Globo

Estabelecendo critérios próprios e respeitando leis eleitorais, a TV Globo convidou quatro candidatos para o debate que seria realizado na última quinta-feira (1º/10). Augusto Cury (Avante), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) foram convidados a participar da dinâmica.

As regras, alinhadas entre as campanhas e a emissora, estabeleciam que, em caso de ausência no debate, os púlpitos ficariam vazios e que os demais candidatos poderiam direcionar perguntas aos nomes que faltassem à dinâmica.

A confusão jurídica, no entanto, se iniciou na terça-feira (29/09), quando o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques determinou que candidatos do partido Novo, mesmo sem atingir critérios mínimos para convites obrigatórios, poderiam participar dos debates. A medida impactou a presença de candidatos do partido nos debates estaduais e no presidencial.

Na quarta-feira (30/09), o presidente Lula informou à Globo que não compareceria ao debate, preferindo uma entrevista ao Flow Podcast durante a realização da dinâmica. Após autorização para Romeu Zema (Novo) participasse do debate, a campanha de Renan Santos (Missão) entrou com ações no TSE e no STF para poder participar da dinâmica.

Kassio Nunes Marques, no TSE, negou o pedido, que foi encaminhado à Cármen Lúcia, no STF, que voltou a negar. No entanto, poucas horas antes do debate, o ministro Gilmar Mendes autorizou a participação do candidato do Missão no debate eleitoral.

Em meio a isso, a ministra Estela Aranha proibiu que a TV Globo deixasse o púlpito de Lula (PT) vazio no debate e que os candidatos presentes endereçassem perguntas ao petista respondendo a um pedido da campanha do atual presidente.

Após sequência de decisões judicias, Flávio Bolsonaro (PL) acabou desistindo de participar do debate alegando censura. Sem os dois principais candidatos no debate e após diversas intervenções judiciais, a Globo optou por cancelar o debate.

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