Moraes sobre minuta: “Não é razoável achar normal um general ter anotações golpistas”
Alexandre de Moraes exibiu no julgamento anotações atribuídas a Augusto Heleno com estratégias para desacreditar as eleições
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostrou nesta terça-feira (9/9) documentos apreendidos com o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional. Durante a sessão do julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados, Moraes classificou como “agenda golpista” as anotações encontradas, que, segundo ele, descreviam diretrizes estratégicas de uma organização criminosa
De acordo com o ministro, entre os tópicos registrados estavam instruções para disseminar desinformação sobre as urnas eletrônicas, mecanismos de supostas fraudes pré-programadas e até a contratação de hackers para descredibilizar o sistema eleitoral. “Não é razoável achar normal um general do Exército, general quatro estrelas, ministro do GSI, ter uma agenda preparando a execução de atos para deslegitimar as eleições, o Judiciário e para se perpetuar no poder”, disse Moraes.
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O relator mencionou ainda que os registros incluíam referências a “escritórios que vendem algoritmos”, supostamente voltados para fraudar resultados eleitorais. Ele ressaltou que os documentos demonstram uma articulação desde o início para atacar a lisura do processo democrático no país.
O julgamento, iniciado no Supremo, analisa a responsabilidade de Bolsonaro e de aliados em atos que teriam buscado enfraquecer a confiança nas eleições brasileiras e, segundo a acusação, preparar terreno para uma tentativa de ruptura institucional.
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