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PL reconhece vitória de Lula, mas cobra esclarecimentos sobre eleições

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (26/10), Flávio Bolsonaro voltou a contestar o processo eleitoral e anunciou que pretende solicitar a cassação da chapa do presidente reeleito

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          O Partido Liberal (PL), legenda de Flávio Bolsonaro, reconheceu nesta segunda-feira (26) a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais, mas cobrou esclarecimentos sobre questionamentos relacionados ao processo eleitoral.

          Em nota assinada pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, o partido afirmou que continuará acompanhando os fatos, enquanto Flávio anunciou que pretende pedir a anulação do pleito e a cassação da chapa do presidente reeleito, que venceu com 51,79% dos votos.

          Veja as fotos

          Foto: Divulgação/TV Globo
          Flávio Bolsonaro e LulaFoto: Divulgação/TV Globo
          Vídeo: Reprodução/Instagram @flaviobolsonaro
          Flávio BolsonaroVídeo: Reprodução/Instagram @flaviobolsonaro
          Crédito: Reprodução Globo
          Flávio BolsonaroCrédito: Reprodução Globo
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          Flávio BolsonaroCrédito: Reprodução Instagram @renatoaraujorj
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          Renato Araújo em manifestação com Flávio Bolsonaro no Rio de JaneiroCrédito: Reprodução Instagram @renatoaraujorj
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          Flávio BolsonaroCrédito: Reprodução
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          Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio BolsonaroCréditos: Reprodução Globo
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          Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da SilvaCréditos: Renato Pizzutto - Band

          “Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático. Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições”.

          A manifestação do partido ocorre um dia depois da confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que conquistou 51,79% dos votos válidos e garantiu um quarto mandato à frente da Presidência da República. Diferentemente da posição oficial do PL, Flávio afirmou, após a divulgação do resultado, que não reconheceria a derrota e recorreria à Justiça para tentar anular a eleição.

          Na nota, a legenda também sinalizou que pretende manter sua atuação política de oposição. “O PL continuará firme, atuando com independência e responsabilidade na defesa da democracia, da liberdade e dos valores que representamos. Nosso compromisso é com o Brasil e com os milhões de brasileiros que confiam em nosso trabalho”, diz o texto.

          Flávio anuncia pedido de cassação da chapa de Lula

          Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (26/10), Flávio Bolsonaro voltou a contestar o processo eleitoral e anunciou que pretende solicitar a cassação da chapa do presidente reeleito. O senador atribuiu a Lula supostos abusos durante a campanha e questionou as condições em que a disputa foi realizada.

          “O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedente, um total desequilíbrio na disputa eleitoral. Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo”.

          As declarações de Flávio contrastam com a manifestação do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Após a confirmação da vitória de Lula na noite de domingo (25/10), o magistrado declarou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.

          Mesmo após o posicionamento da Corte, o senador manteve o discurso contrário ao reconhecimento do resultado e defendeu a apresentação de um pedido de anulação da votação.

          “É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, disse o candidato derrotado.

          Senador contesta prorrogação do horário de votação

          Outro ponto levantado por Flávio foi a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender em duas horas o encerramento da votação no domingo (25). O senador criticou a medida e questionou a atuação do magistrado, que não integra o TSE.

          “O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, e ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17:01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, disse.

          Flávio também alegou que a medida teria provocado diferenças nas condições de votação entre eleitores de diferentes localidades do país, argumento que classificou como uma “quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados”.

          “Eu nunca vou saber se, no estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, afirmou.

          A declaração, no entanto, diverge de uma solicitação feita pela própria campanha do senador. Na tarde de domingo, a equipe de Flávio Bolsonaro havia procurado o TSE para pedir a ampliação do período de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

          De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, 35.521 votos foram contabilizados após as 17h, considerando o horário de Brasília. Ao final da apuração, Lula obteve 64,2 milhões de votos, enquanto Flávio recebeu 59,8 milhões. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

          TSE rebate acusação sobre fiscais do PL

          Além das críticas à extensão do horário de votação, Flávio Bolsonaro alegou que representantes do Partido Liberal teriam sido retirados da sala-cofre do TSE enquanto os votos eram totalizados.

          A Corte eleitoral negou a afirmação e classificou como falsa a informação de que fiscais da legenda foram expulsos do espaço durante a apuração. Segundo o tribunal, a sala-cofre não é aberta à visitação, e os representantes do PL acompanharam tanto a totalização dos votos quanto a divulgação dos resultados em uma área específica destinada à fiscalização.

          Dessa forma, enquanto a direção nacional do partido reconheceu formalmente o resultado presidencial, Flávio Bolsonaro mantém os questionamentos sobre a eleição e afirma que pretende recorrer à Justiça para contestar a vitória de Lula.

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