Polícia Federal prende Márcio Canella, 2º deputado estadual mais votado do RJ
Deputado eleito pelo União Brasil e ex-secretário da Polícia Civil são alvos de mandados de prisão preventiva por organização criminosa e corrupção
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (15/10) a oitava fase da Operação Unha e Carne, mirando um esquema bilionário de lavagem de capitais no Rio de Janeiro. Isso resultou na prisão preventiva do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e do ex-secretário da Polícia Civil, o delegado Marcus Amim, além de outros quatro policiais civis.
O grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa que operava nos bastidores da segurança e da política estatal. O foco da investigação é a utilização de uma rede de postos de combustíveis para ocultar a origem de dinheiro ilícito. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectaram movimentações atípicas que ultrapassam R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos.
Veja as fotos
A Justiça expediu um total de seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. O cerco econômico incluiu o sequestro de bens e a suspensão imediata das atividades de 112 empresas associadas aos alvos, sendo 96 delas postos de gasolina.
O inquérito apura a prática de crimes como lavagem de dinheiro, formação de cartel, venda ilegal de combustíveis, corrupção, violação de sigilo funcional e constituição de organização criminosa armada.
As prisões atingem nomes de alto peso na engrenagem pública do estado:
-
Márcio Canella: Presidente do União Brasil no RJ e ex-prefeito de Belford Roxo, sagrou-se como o segundo deputado estadual mais votado nas últimas eleições (cerca de 197 mil votos). Em julho deste ano, ele já havia sido preso em flagrante após a PF encontrar um fuzil em seu carro. Na época, o STF determinou sua soltura após Canella alegar que a arma pertencia ao seu segurança.
-
Marcus Amim: Delegado de carreira, presidiu o Detran-RJ e comandou a Secretaria de Polícia Civil durante o governo Cláudio Castro, deixando o posto em setembro de 2024 para atuar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ele já havia sido alvo de buscas em fases anteriores da operação.
Até o momento, a defesa do deputado eleito informou que não teve acesso ao teor da decisão judicial que embasou o mandado de prisão. Os advogados de Marcus Amim não se manifestaram publicamente sobre as acusações.
Fique por dentro!
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.
Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.


