“Quero aposentar o PT e colocar fim na era Lula”, diz Pablo Marçal
Em entrevista na LeoDias TV, o empresário criticou o atual governo de Lula e voltou a destacar a confiança em uma vitória de Flávio Bolsonaro (PT) no segundo turno das eleições
O empresário Pablo Marçal participou do “Política em Minutos”, da LeoDias TV, desta quarta-feira (14/10). No bate-papo, o ex-candidato à residência da República analisou a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das eleições, falou em “aposentar o PT” e demonstrou estar aberto à possibilidade de assumir um ministério em um eventual governo do aliado.
“Eu quero aposentar o PT e colocar fim na era Lula […] Uma árvore que foi plantada há 20 anos e não dá sombra até hoje e não deu frutos para ninguém, na verdade é uma praga. E eu vou de cabeça para acabar essa praga […] Eu não sei como ele convence o eleitorado dele e sustenta o discurso. A técnica dele é igual a pessoa que quebra sua perna, mas oferece a muleta”, iniciou.
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Marçal acredita que atual disputa presidencial pode definir o futuro do partido liderado por Lula: “Essa é a eleição mais importante dos últimos 40 anos. É o fim de uma era. Se ele perder essa eleição de agora, é o fim do PT”. Questionado sobre a estratégia do petista voltada às redes sociais durante o segundo turno, ele atribuiu uma suposta resistência do presidente ao uso do celular devido ao período em que esteve preso. “Lula tem pavor de celular desde quando foi preso. Deve estar sendo duro para ele ter que usar o celular agora”.
Em contrapartida, o empresário teceu elogios ao candidato do Partido Liberal: “O Flávio é um cara do diálogo, um cara ponderado, mais centrado. Ele não é vaidoso ou aquela pessoa de vingança. Ele vai ser um exímio presidente da República”. Além disso, avaliou a possibilidade de ficar à frente do chamado Ministério da Prosperidade, ressaltando que a decisão depende do próprio candidato. “Eu sou só um jogador e o Flávio Bolsonaro é meu técnico”, afirmou.
Outro tema abordado por Marçal foi uma declaração anterior sobre pessoas praticantes de religiões de matriz africana. Em agosto, durante uma entrevista ao programa “Show do Bacci”, ele afirmou que “todo macumbeiro é um derrotado na vida” e acrescentou que “se macumba funcionasse, Bahia era Dubai”. Agora, ele se retratou: “Eu fui um derrotado em ter falado isso. Tenho muito aluno que é macumbeiro e prosperou. Toda vez que você generaliza é muito triste”.
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