União Progressista decide desembarcar do governo Lula: “O povo brasileiro exige”
A superfederação foi criada em 19 de agosto para ser a maior força política do país; Saída do governo Lula já era esperada por maioria dos integrantes da nova sigla
A federação União Progressista ordenou a saída de todos os seus integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta terça-feira (2/9). Quem descumprir a ordem será afastado do partido e, consequentemente, poderá ser expulso da federação. A União Progressista está à frente de quatro ministérios do governo Lula: Comunicações (União), Turismo (União), Integração e Desenvolvimento Regional (União), e Esporte (PP).
O anúncio foi feito pelo presidente da Federação, Antônio Rueda, na Câmara dos Deputados. Ele estava acompanhado pela bancada do partido no Congresso Nacional.
“Informamos a todos os detentores de mandato que devem renunciar a qualquer função que ocupem no governo federal. Em caso de descumprimento desta determinação, se dirigentes desta Federação em seus estados, haverá o afastamento em ato contínuo. Se a permanência persistir, serão adotadas as punições disciplinares previstas no Estatuto. Esta decisão representa um gesto de clareza e de coerência. É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes”, anunciou Rueda.
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O desligamento da federação União PP do governo Lula era um desejo de boa parte do novo partido e já estava sendo cogitado desde o dia da criação da nova sigla, em 19 de agosto. A federação é a junção entre o União Brasil e o Partido Progressista. Trata-se da maior força partidária do país.
A “superfederação” tem a maior bancada de deputados na Câmara, segunda maior bancada e a presidência do Senado, maior número de governadores e prefeitos do Brasil e, por consequência, as maiores fatias do fundo partidário em campanhas eleitorais, cerca de R$ 1 bilhão. Por enquanto, o governo Federal ainda não se manifestou sobre a decisão do partido.
União Progressista em números:
109 deputados federais (maior bancada da Câmara)
14 senadores (segunda maior bancada por enquanto – Há expectativa da filiação da senadora Margareth Buzetti (MT) ao PP. Com ela, União Progressita passará ser a maior bancada no Senado)
1.335 prefeitos (maior número de prefeituras no país)
7 governadores (MS, MT, GO, RO, AC, AM e RR)
4 ministérios no governo Federal
Presidência do Senado (Davi Alcolumbre)
R$ 953,8 milhões em fundo eleitoral (maior fatia da distribuição)
R$ 197,6 milhões em fundo partidário (maior quantidade de recursos)
As federações partidárias foram criadas em 2021 para permitir aos partidos políticos se unirem. Elas funcionam, de acordo com a Justiça Eleitoral, como única agremiação partidária e podem apoiar e lançar candidatos nas eleições. No entanto, a federação, diferente das coligações, devem permanecer até o final dos mandatos, ou seja, por no mínimo quatro anos. A União Progressista tem prazo inicial de vigência até 2029.
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