Clima de terror na RedeTV!: embate político termina em pancadaria e sangue na redação Mudança internacional: Zé Felipe tem novo destino; saiba o motivo Latino nega acusações do filho, e irmã rebate relato de abuso: “Não pelo meu próprio pai”
Clima de terror na RedeTV!: embate político termina em pancadaria e sangue na redação Mudança internacional: Zé Felipe tem novo destino; saiba o motivo Latino nega acusações do filho, e irmã rebate relato de abuso: “Não pelo meu próprio pai”
Exclusivo

Vereador Celso Giannazi chama Nunes de “bolsonarista contra a cultura” e critica escolas cívico-militares

Em entrevista ao portal LeoDias, vereador do PSOL defendeu a permanência do Teatro de Contêiner e trouxe novidades sobre outras tramitações envolvendo cultura e educação

Whatsapp telegram facebook twitter

          O vereador Celso Giannazi (PSOL/SP) fez duras críticas ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante entrevista ao portal LeoDias nesta quinta-feira (28/8). O parlamentar abordou quatro temas centrais: a ameaça de despejo do Teatro de Contêiner, a proibição da passeata em homenagem a Raul Seixas, a implementação de escolas cívico-militares em São Paulo e as eleições presidenciais de 2026.

          Nos últimos meses, o conhecido Teatro de Contêiner, instalado na região da antiga Cracolândia, no centro de São Paulo, tem enfrentado uma tentativa de remoção pela prefeitura da capital paulista, que afirma querer destinar o terreno à habitação social. O local serve como um ponto de cultura e acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, um espaço cultural cedido para a companhia, que realiza trabalhos artísticos desde 2016.

          Veja as fotos

          Reprodução: Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo
          Vereador Celso Giannazi (PSOL/SP)Reprodução: Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo
          Reprodução: Prefeitura de São Paulo
          Projeto da prefeitura de São Paulo para o localReprodução: Prefeitura de São Paulo
          Reprodução: GloboNews
          Ricardo NunesReprodução: GloboNews
          Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
          Tarcísio de FreitasFoto: Eduardo Knapp/Folhapress
          Reprodução: Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo
          Vereador Celso Giannazi (PSOL/SP)Reprodução: Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo

          “Durante a pandemia, quando a prefeitura esqueceu daquela região, eles fizeram um acolhimento social, com cesta básica, trazendo aquelas pessoas para dentro. O que acontece ali é que o prefeito Ricardo Nunes, numa ação muito truculenta, encaminhou as forças de segurança, GCM, o governador Tarcísio, PM, para reprimir os artistas ali daquele território, com uma ordem de despejo”, afirmou.

          Embora não seja contra esse tipo de projeto, o vereador defendeu que há alternativas no centro: “O terreno é um terreno público, mas cedido para a companhia Mungunzá. Agora, é importante que a gente diga que o prefeito Ricardo Nunes quer construir imóveis de habitação de interesse social naquele terreno. E nós não somos contra a construção de habitação de interesse social no centro. A gente quer que tenha mais habitações de interesse social no centro, mas também a gente precisa de equipamentos culturais, equipamentos de educação e equipamentos de saúde”.

          Para impedir a retirada, ele apresentou um projeto de lei na Câmara que torna o espaço patrimônio imaterial da cidade. A pauta tramita na Comissão de Constituição e Justiça. “A gente tem dialogado com o secretário de governo, Edson Aparecido, para que faça um esforço do governo e mantenha o Teatro de Contêiner naquele local. Paralelamente, o nosso coletivo Educação em Primeiro Lugar, junto com o deputado Carlos Giannazi e com a deputada federal Luciane Cavalcante, que acionou a Secretaria do Patrimônio da União e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, para que o governo federal interceda aqui e dialogue com o prefeito da cidade de São Paulo. Ele está se mostrando um negacionista, um bolsonarista contra a cultura Impediu recentemente, na semana passada, o nosso evento tradicional na cidade de São Paulo, que é a passeata do Raul Seixas”, detalhou o vereador.

          Artistas como Fernanda Montenegro e a filha, Fernanda Torres, reagiram publicamente ao despejo do teatro, assinando cartas e manifestos em defesa da permanência da instalação cultural. Ainda segundo Giannazi, há um esforço para diálogo com o governo federal para que o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Patrimônio da União, conceda um terreno alternativo para que possa ser instalado o teatro, caso as negociações não caminhem. São 60 dias de prazo para a tentativa de uma negociação.

          Passeata Raul Seixas

          Giannazi também criticou a Prefeitura por ter impedido a realização do tradicional tributo ao cantor Raul Seixas, que completaria 80 anos em 2025. Desde a morte do artista, em 1989, fãs e admiradores se reúnem em São Paulo para a simbólica Passeata Raulseixista. A concentração costuma acontecer no Theatro Municipal e segue em cortejo até a Praça da Sé.

          Realizado todo dia 21 de agosto, neste ano, o evento não aconteceu por conta de um desentendimento entre parlamentares do PSOL e a prefeitura, que mantém uma emenda de R$ 150 mil. A proposta é do vereador Celso Giannazi, e foi retida na Casa Civil.

          “É de uma crueldade sem tamanho. Vem pessoas do Brasil inteiro. O Raul Seixas é super atual. A letra é muito atual. Ele é um artista atemporal. E o prefeito, numa picuinha, numa cisma total com a cultura, impediu essas pessoas que vêm do Brasil inteiro para fazer essa passeata. E no dia 21, estava com eles lá. Através de emendas parlamentares, todos os anos, desde 2019, aqui na Câmara Municipal, eu apresento emendas no orçamento para que a gente possa fazer esse palco, ter o espaço para que eles possam se apresentar”.

          Segundo Giannazi, o evento faz parte do calendário oficial da cidade desde 2007. Apesar disso, a gestão municipal cortou as verbas destinadas à realização. “O prefeito cortou, está cortando as verbas da cultura. Essa é a nossa indicação aqui da Câmara Municipal, do nosso partido, é a minha indicação, e ele cortou impedindo que esse grande ato se realizasse de uma forma na sua plenitude”, lamentou ele.

          Escolas cívico-militares

          Outro alvo de críticas foi o programa de escolas cívico-militares apoiado por Tarcísio de Freitas. Desde a sanção da lei que autoriza a implementação de tais modelos de escola no estado, há forte oposição do PSOL. O partido ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF alegando que a militarização das escolas civis afronta o princípio do planejamento escolar, a gestão democrática e a valorização dos professores, além de dedicar verba da educação para pagar policiais militares aposentados.

          “O ex-presidente Bolsonaro tentou instalar em todo o país e teve o PSIM, o Programa das Escolas Cívico-Militares. Quando o governo Lula assumiu, ele já revogou esse decreto impedindo que escolas público-militares fossem instaladas. Nós queremos escola pública, democrática; essa é a nossa luta. E o governador Tarcísio, também bolsonarista, não acatou essa orientação do governo federal. Já aprovou inclusive na Assembleia Legislativa um projeto para a instalação da criação de escolas cívico-militares”, relembrou Giannazi.

          O vereador afirmou que seu coletivo “Educação em Primeiro Lugar” acionou o STF contra a lei estadual que institui o modelo. O ministro relator é Gilmar Mendes, pauta que está para ser analisada na Corte Suprema. “Eles querem trazer policiais militares aposentados que vão ganhar mais que os professores da rede municipal aqui na cidade de São Paulo. Estão utilizando o recurso da educação para pagar policial militar. Não há essa previsão na Constituição Federal, na LDB; então há pontos de ilegalidade, de inconstitucionalidade nessa medida, e a gente entende que uma escola pública de qualidade, ela tem que ser democrática”.

          O parlamentar acrescentou ainda que a questão já foi levada também à Organização das Nações Unidas (ONU). “Eles emitiram uma orientação para o governo brasileiro para a não instalação de escola cívico-militar. Eles querem que, principalmente na periferia da nossa cidade, do nosso estado, que a gente tenha educação pública, democrática e de qualidade”.

          O vereador Celso Giannazi atuou por anos na Secretaria Municipal da Fazenda e se dedicou à carreira tributária. Na Câmara de São Paulo, ele integra a Comissão de Educação, Cultura e Esportes, além da Comissão de Saúde, e tem se destacado por defender fortemente a escola pública, os professores, o quadro de apoio escolar e serviços públicos de qualidade.

          O portal LeoDias buscou posicionamento do governo do estado na figura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e da prefeitura de São Paulo, comandada por Ricardo Nunes (MDB), mas até a publicação desta matéria não recebeu retorno. O espaço está aberto para esclarecimentos.

          Fique por dentro!

          Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.

          Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.

          Whatsapp telegram facebook twitter