Andressa Urach desabafa após perder processo para a Universal por doação de R$ 2 milhões
Influenciadora afirmou que vai recorrer à decisão da juíza
Andressa Urach compartilhou um desabafo sobre sua derrota na Justiça para a Igreja Universal do Reino de Deus. Ela pedia de volta R$ 2 milhões doados por ela à instituição religiosa. Na última terça-feira (26/8), na rede social, a criadora de conteúdo adulto afirmou que vai recorrer à decisão.
“O que mais me chamou a atenção foi que, no meu caso, já passou vários juízes diferentes e eu não acho justo que a juíza que não acompanhou a audiência seja quem dê a decisão. Quem tava lá sabe muito bem o que aconteceu. Outra coisa, eu levei testemunhas e tive prejuízo. A testemunha falou do quanto de prejuízo eu tive, isso não pode ser simplesmente ignorado no meu processo”, iniciou um vídeo no Instagram.
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Ela continuou: “Essas doações que fiz não tiveram nenhum documento oficial e mesmo assim não foi levado em conta. Cadê a justiça nesse país?…eu consegui me reerguer e as pessoas que se mataram após doarem tudo? Vou recorrer…todos sabem o que passei e não vou desistir.”
Urach legendou a gravação reforçando o que foi dito: “Tomei conhecimento hoje da decisão, mas sigo firme: meu processo ainda está em fase de embargos e eu vou recorrer até a última instância. É uma grande injustiça ver que mudanças de juízes aconteceram no meu caso e que pontos importantes não foram avaliados — como as testemunhas que confirmaram meu prejuízo e o fato de as doações terem sido feitas sem instrumento público.”
“Eu não vou me calar diante do que chamo de estelionato da fé. Dou voz a tantas pessoas que passam ou já passaram pelo mesmo, mas não tiveram forças para lutar. Essa luta não é só minha. Vou até o fim”, finalizou.
Decisão da Justiça
Conforme a juíza Karen Bertoncello, da 13ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, não há prova de “submissão cega e coagida” à igreja. A decisão foi assinada em 11 de agosto. Andressa alegou na ação de ter sido compelida moral e espiritualmente pela Universal a fazer as doações, em um momento de fragilidade emocional e psicológica devido a problemas de saúde. Ela citou ter sido vítima de uma “lavagem cerebral”.
Para a juíza, não existe demonstração de qualquer ato de ameaça ou pressão individualizada. Segundo ela, Urach seguiu por mais de 5 anos a doutrina da Universal, de maneira consciente e citou a autobiografia “Morri para Viver”, onde a criadora de conteúdo adulto fala de sua conversão.
“O eventual arrependimento posterior, motivado por uma mudança de fé ou por dificuldades financeiras supervenientes, não tem o poder de retroagir para invalidar atos jurídicos perfeitos, praticados de forma livre e consciente no passado”, sustentou a magistrada.
A igreja solicitou a rejeição da demanda de Urach e mencionou a liberdade religiosa, a voluntariedade das doações, a capacidade da famosa e a ausência de dano e nexo causal. A juíza também condenou a pagar honorários de advogados na proporção de 10% do valor da causa.
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