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Bronquiolite: Especialistas alertam sobre doença que afetou filha de Maíra Cardi

Eloah, de seis meses, foi internada em um hospital nos Estados Unidos no último domingo (26/4)

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          Maíra Cardi usou as redes sociais para compartilhar que sua filha, Eloah, de seis meses, foi internada em um hospital nos Estados Unidos após ser diagnosticada com bronquiolite. O portal LeoDias procurou especialistas de saúde que alertaram sobre a gravidade da condição que afetou a herdeira caçula da empresária e influenciadora.

          Daniela Piotto, pediatra e professora afiliada ao departamento de pediatria da Unifesp, explicou o que causa a bronquiolite: “Vírus respiratórios, sendo o mais comum o vírus sincicial respiratório (VSR). Esses vírus infectam os bronquíolos, que são as pequenas vias aéreas que levam o ar para o pulmão, causando a inflamação e produção de secreção”, declarou.

          Veja as fotos

          Divulgação: Mari Righez
          Maíra Cardi e famíliaDivulgação: Mari Righez
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          Maíra CardiCrédito: Reprodução Instagram
          Reprodução: Instagram/Maíra Cardi
          Maíra Cardi se interna para o nascimento da filha, fruto do casamento com Thiago NigroReprodução: Instagram/Maíra Cardi
          portal LeoDias
          Maíra Cardi desabafa sobre trombofilia e medo na gravidezportal LeoDias
          Crédito: Reprodução Instagram @mairacardi
          Maíra CardiCrédito: Reprodução Instagram @mairacardi

          A especialista destacou que a doença é mais comum em crianças até 2 anos. “Os bebês têm vias aéreas muito pequenas, e um sistema imunológico de defesa ainda imaturo, em desenvolvimento. Como os bronquíolos são muito finos, qualquer inflamação já dificulta bastante a passagem do ar, e eles ainda não conseguem eliminar secreções de forma eficiente”, explicou.

          Já o pediatra Dr. Iago Vinícius Gonçales Siqueira Oliveira, pontuou os principais riscos que a bronquiolite oferece aos pacientes. “O maior risco é a evolução para desconforto respiratório, com queda da oxigenação (saturação) e necessidade de suporte hospitalar. Em situações mais graves, pode haver necessidade de oxigênio e, eventualmente, internação em UTI. Crianças menores de seis meses, prematuros ou com doenças de base, como cardiopatias e doenças pulmonares, têm maior risco de evolução desfavorável”, esclareceu.

          O profissional ressaltou como identificar os sintomas da condição. “O quadro costuma começar como um resfriado comum, com coriza, tosse e febre baixa. Com a progressão, podem surgir sinais respiratórios mais evidentes, como respiração acelerada, chiado no peito e esforço para respirar, que os pais muitas vezes percebem pelas costelas afundando ou pelo movimento mais intenso do nariz. Também é comum haver dificuldade para mamar ou se alimentar, além de irritabilidade ou prostração”, disse Iago.

          O pediatra Iago Vinícius Gonçales Siqueira Oliveira ainda enfatizou que o tratamento da bronquiolite é, na maioria das vezes, de suporte. “A gente ajuda o organismo enquanto ele combate o vírus. Isso envolve manter boa hidratação, realizar lavagem nasal frequente, controlar sintomas como febre e acompanhar de perto a evolução clínica e respiratória. Nos casos mais graves, pode ser necessário suporte com oxigênio e internação. É importante reforçar que antibióticos não fazem parte do tratamento de rotina, já que se trata de uma infecção viral”, concluiu.

          Por fim, Daniela Piotto alertou qual deve ser o principal ponto de atenção dos pais em relação à bronquiolite: “Observar a respiração do bebê. Sinais como respiração rápida, esforço para respirar, com afundamento das costelas e barriga, dificuldade para mamar, se alimentar, cansaço excessivo, irritabilidade, dificuldade para dormir, ou coloração arroxeada nos lábios indicam necessidade de avaliação médica imediata. Qualquer gripe ou resfriado em crianças, é importante os pais perceberem mudanças no comportamento e no padrão respiratório da criança. Avaliação precoce do pediatra é fundamental nestes casos”, finalizou.

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